BH recebe Feira livre de Arte Contemporânea neste fim de semana

Evento acontece de sexta, 27, a domingo, 29, no Espaço Cento e Quatro com leilão de 86 lotes de obras de 63 artistas brasileiros. Os lances iniciais variam de R$ 50 a R$ R$ 6,5 mil

por Cecília Emiliana 27/10/2017 09:00
Flac/divulgação
Flac/divulgação (foto: Flac/divulgação )

Em sua primeira edição, a Feira Livre de Arte Contemporânea (Flac) vai até domingo (29), no Cento e Quatro, em BH. A abertura está marcada para hoje (27), às 20h, com leilão de 86 lotes de obras de 63 artistas brasileiros. Os lances iniciais variam de R$ 50 a R$ R$ 6,5 mil. Estão disponíveis pinturas, desenhos, fotografias, colagens e grafites de Paulo Nazareth, Estandelau, Maria do Céu Diel, Marcel Diogo e Rezm Orah, entre outros autores. Parte da receita será destinada à campanha Outubro Rosa, de combate ao câncer de mama.

A artista plástica Maria do Céu Diel, que tem dois trabalhos na Flac, diz que o comércio no formato independente favorece tanto o consumidor quanto o criador. “Esse projeto é inédito no Brasil. Há outras feiras, como o Art Rio, no Rio de Janeiro, e SP-Arte, em São Paulo, encabeçadas por galerias que representam os artistas. A de BH, ao contrário, é realizada via lei de incentivo à cultura. Galerias sempre levam a comissão de vendas, nunca menor que 40%. O legal é que na Flac há maior liberdade para vender as criações pelo preço que consideramos mais justo para todos”, diz Maria do Céu.

Várias peças ficarão expostas na galeria do Cento e Quatro. Sábado (28) e domingo (29), a partir das 11h, nas salas de cinema, haverá rodas de conversa abertas ao público. A programação inclui visitas temáticas mediadas por artistas e especialistas. Maria do Céu Diel, professora da Escola de Belas-Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), diz que essa interlocução é positiva.

“Há quem diga que encontros assim servem para aproximar as pessoas da arte, pois ela existiria em função de um grupo de iluminados. Isso é clichê, e as rodas de conversa talvez contribuam para desfazê-lo. Na verdade, a ideia de arte restrita acabou no século 16. As pessoas estão em contato com a arte faz muito tempo. (A escultura) Davi, do Michelangelo (1475-1564), ficava no meio de uma praça em Florença. As igrejas eram cheias de afrescos, aquelas coisas douradas maravilhosas”, lembra Maria do Céu. “As pessoas viam aquilo todos os dias. É assim até hoje. Todo mundo, andando nas ruas, vê arte. Elas estão cheias de grafites, belas construções e outras coisas. Muitos só não se dão conta disso. Então, a oportunidade de conversar com artistas e discutir arte talvez desperte a pessoa para essa proximidade”, conclui a professora.

FLAC
De sexta-feira (27) a domingo (29), das 11h  às 20h. Espaço Cento e Quatro. Praça Rui Barbosa, 104, Centro. Leilão sexta-feira, às 20h. Exposição, rodas de conversa e visitas temáticas Entrada franca. Informações: (31) 3222-6457.

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