Fliaraxá homenageia o escritor moçambicano Mia Couto

'Será uma grande festa da língua portuguesa', afirma o produtor do evento, que vai realizar suas atividades no Grande Hotel Araxá

por Márcia Maria Cruz 23/08/2017 09:00
Bel Pedrosa/Divulgação
O escritor moçambicano Mia Couto é o homenageado da sexta edição da Fliaraxá. (foto: Bel Pedrosa/Divulgação)

O escritor moçambicano Mia Couto será o homenageado da sexta edição do Festival Literário de Araxá (Fliaraxá), que ocorre de 15 a 19 novembro, na cidade mineira do Alto Paranaíba. Uma das novidades desta edição é a realização das atividades no Grande Hotel Araxá – nas edições anteriores, elas ocorreram no centro. O patrono será dos nomes mais importantes da literatura mundial, o prêmio nobel de literatura José Saramago (1922–2010). '''Será uma grande festa da língua portuguesa'', afirma o produtor e escritor Afonso Borges, curador e  idealizador do projeto Sempre um Papo. A Associação Cultural Sempre um Papo é autora da iniciativa do Fliaraxá. Para homenagear a lusofonia, o tema escolhido foi ''Língua, leitura e utopia.''

Afonso lembra que, apesar de ter sido celebrado, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa não se consolidou. Nesse sentido, o encontro de escritores de países lusófonos traz horizontes de utopias. O curador reforça que a discussão alavanca a construção de uma sociedade melhor. ''O gênero que mais vende no mundo é a distopia, que fala de regimes totalitários. É importante discutirmos utopia nesse cenário'', afirma.

Nos cinco dias do festival, Araxá se transforma na capital da lusofonia. Aportam por lá os angolanos José Eduardo Agualusa e Ondjaki; os português Gonçalo Tavares, José Luiz Peixoto e Inês Pedrosa. Entre os brasileiros, estão confirmados Zuenir Ventura, Cristóvão Tezza, Angela Lago e Luiz Ruffato. Afonso Borges também realça a participação de José Francisco Borges, o J. Borges, de 80 anos. O cordelista pernambucano uniu suas xilogravuras aos textos de Saramago no livro O lagarto (Companhia das Letras). Haverá uma exposição do livro.

É a primeira vez que Saramago é o patrono de um festival literário, como destaca Afonso. Pilar del Río, escritora e companheira de Saramago, pode vir à cidade mineira. ''Estamos conversando'', diz ele. A obra de Saramago ganhará ainda mais destaque nas escolas araxaenses com a realização do projeto educativo Saramago Criança. A partir dessa ação será montada uma exposição que, ao final do festival, seguirá para a Fundação José Saramago, em Lisboa. Durante o festival, haverá venda de livros a preços reduzidos.

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