'Coletivo na Esquina' apresenta performance sobre sua trajetória

Espetáculo sobre vida itinerante do grupo de Belo Horizonte fica até domingo no Sesc Palladium e integra programação do Festival Internacional de Circo

13/06/2017 11:37
Rafael Camisassa/Divulgação
(foto: Rafael Camisassa/Divulgação)
Até domingo, a magia do circo estará presente na capital paulista com grupos e artistas não só do Brasil, mas de vários países. O Festival Internacional Sesc de Circo reúne 13 atrações internacionais, todas inéditas em São Paulo, e 18 nacionais, das quais oito são estreias. São mais de 100 atividades, entre espetáculos, intervenções e programação formativa. Uma delas é Abasedotetodesaba, do Coletivo na Esquina, de Belo Horizonte, que fará seis apresentações gratuitas e na rua. A produção nasceu da experiência pessoal dos atores da trupe, que vivem na ponte aérea Brasil- Europa.

“A ideia surgiu um pouco nesse sentido. Como a gente cada hora está num lugar, uma das coisas que mais fazem parte da nossa vida é a saudade, uma palavra que só existe na língua portuguesa. Essa foi um das nossas inspirações. E traduzir isso no corpo, através das acrobacias, é um desafio”, comenta o acrobata Pedro Guerra, que, ao lado da colega Liz Braga, atua e é responsável pela concepção e direção da intervenção de 25 minutos.

Em cena, também estará o músico Juninho Ibituruna. Formados em Belo Horizonte, eles partiram para a Europa há 10 anos para estudar a técnica de mão a mão, base desse trabalho e, desde então, vivem entre idas e vindas. O palíndromo, Abasedotetodesaba, que dá título à performance, simboliza essa vida pendular, hora no Brasil, hora na estrada. “A montagem remete a várias questões da nossa vivência como essa coisa do pertencimento. Na verdade, essa intervenção que vamos fazer é apenas uma mostra do que será mesmo o espetáculo que vai estrear no ano que vem. Quem for nos ver no festival em São Paulo vai ter um gostinho do que realmente virá”, destaca Pedro.

CICLOS Assim que o evento paulistano acabar, os artistas mineiros voltam para BH para se apresentarem no Palco Giratório, que está completando 20 anos e é considerado o maior circuito de artes cênicas do país. Em 2 de julho, o coletivo apresenta Na esquina. Na peça, o grupo explora a repetição em esquetes nos quais são utilizadas várias técnicas: acrobacia, malabares, mastro chinês, trapézio e outros. Em cena, os artistas buscam cruzar os elementos simultaneamente para falar um pouco da diferença a partir do encontro com o outro. “A gente está em turnê com esse espetáculo já há algum tempo. Assim que acabar a temporada por aqui, no Sesc Palladium, já embarcamos para a Europa novamente. A nossa vida é essa. Meio cigana mesmo”, relata Pedro.

Informações 
www.sesc.com.br/portal/site/palcogiratorio

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