Os 20 jogadores de futebol mais bonitos da Copa do Mundo de 2026
Especialista explica por que o excesso de gritos pode causar rouquidão e ensina cuidados simples para proteger a voz durante os jogos
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Com a chegada do maior campeonato de futebol do mundo, torcer deixa de ser apenas emoção para se transformar também em esforço vocal. Entre gritos de gol, comemorações intensas e noites de jogo, é comum que muitas pessoas acabem com a voz comprometida no dia seguinte, justamente em um momento em que precisam falar em reuniões, apresentações ou calls de trabalho.
Para a fonoaudióloga Juliana Algodoal, especialista em comunicação corporativa e linguagem no ambiente profissional, esse impacto vai além do desconforto físico. Ele pode interferir diretamente na forma como o profissional é percebido. "A voz é um ativo profissional. Chegar rouco a uma reunião pode transmitir cansaço, falta de energia e até comprometer a credibilidade", explica.
A rouquidão, segundo a especialista, acontece porque o ato de gritar exige um esforço intenso das pregas vocais. O excesso de ar passando em alta velocidade provoca atrito e irritação na região, o que dificulta a recuperação da voz, efeito que pode ser ainda mais intenso em períodos de clima seco, como o inverno.
Mas, de acordo com Juliana, é possível viver a emoção dos jogos sem sobrecarregar a voz. O primeiro passo é desconstruir a ideia de que comemorar depende necessariamente de gritar. "É possível expressar a emoção com o corpo: pular, gesticular, bater palmas, usar bandeiras, assobiar ou até recorrer a apitos e cornetas. Tudo isso ajuda a liberar a energia sem prejudicar a laringe", orienta.
Outro ponto importante é a hidratação ao longo da partida. Em meio ao consumo de bebidas alcoólicas e petiscos, a água costuma ficar em segundo plano, o que aumenta o risco de rouquidão no dia seguinte.
Além da prevenção durante o jogo, alguns cuidados ajudam na recuperação quando a voz já foi sobrecarregada. Entre eles estão a hidratação reforçada nas horas seguintes, a nebulização com soro fisiológico ao acordar e antes de dormir em períodos mais secos e, principalmente, evitar esforços vocais intensos no dia seguinte, como falar alto em ambientes ruidosos ou em reuniões longas.
Juliana também reforça a importância de desmistificar soluções populares. "Pastilhas, sprays e gargarejos caseiros não resolvem o problema da voz. O cuidado precisa ser preventivo e consciente", afirma.
Ela ainda alerta para sinais que não devem ser ignorados. Dor na região do pescoço, perda de voz persistente ou sensação constante de irritação na garganta podem indicar algo além de um esforço pontual. "Nesses casos, é importante procurar um médico otorrinolaringologista", conclui.
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