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Lilia Cabral abre o jogo sobre papel de Regina Duarte no governo Bolsonaro: 'Foi muito sofrido para a Cultura'

Veterana também relembrou a sua personagem Marta, de Página da Vida, e apontou os preconceitos da trama

A atriz Lilia Cabral Reprodução/Instagram
Redação - Observatório da TV clock 12/12/2022 21:41
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A atriz Lilia Cabral, de 65 anos, estreou a peça A Lista em que atua com a filha, Giulia Bertoli, e falou sobre os momentos marcantes de sua trajetória artística. Em entrevista ao site NewMag, a protagonista de Fina Estampa relembrou o papel de Regina Duarte durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), e destacou as suas principais personagens na televisão.

'Essa é uma questão muito delicada... Não concordo com a Regina [Duarte], mas respeito os atores e a opinião deles. O que aconteceu nos últimos quatro anos foi muito sofrido para a Cultura e para a classe artística como um todo. Não critico meus colegas, da mesma forma que não me sinto à vontade para falar abertamente de uma colega com quem posso voltar a trabalhar. Minha autoridade está no meu pensamento e na minha postura', opinou a artista.

Lilia Cabral também relembrou a sua Marta, de Páginas da Vida (2006), uma de suas personagens mais tóxicas nas novelas, escrita por Manoel Carlos. 'Você sabe que já naquela época muitas pessoas concordavam com ela? Algumas senhoras me abordavam dizendo que ela tinha razão, que estava certa em ser como era. Ouvi de muitas mulheres que entregariam a neta [Clara] para adoção. O Manoel Carlos quando precisa abordar uma questão, vai fundo e escreve com muita convicção, por isso é o grande autor que ele é', contou a atriz.

Por fim, a veterana apontou que muitos dos preconceitos ditos por Marta, deixaram de ser velados desde aquela época. 'Eu lembro de uma cena da Marta que tinha seis páginas de puras aberrações. Eram coisas nas quais ela acreditava. Esse tipo de pensamento sempre existiu, mas era velado. A grande diferença é que, de lá para cá, deixou de ser velado', relatou Lilia Cabral.

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