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Ator mexicano recusou participar de turnê mundial com ex-membros do RBD, com 8 shows no Brasil
Divulgação/Reprodução/Instagram/MontagemFora da turnê mundial do RBD, Alfonso Herrera, o Poncho abriu o jogo em entrevista exclusiva ao jornal El País, no domingo (26/03), sobre os problemas contratuais que ele e o grupo sofreram com a Televisa na época do sucesso na novela Rebelde (2004) e da banda mexicana.
"Quando se fala da Televisa e do que foi Rebelde... foi difícil, porque nós assinamos um contrato em que cedemos os direitos do personagem, da imagem do personagem e de tudo que foi explorado em termos de merchandising, nós não vimos um único centavo", destacou.
"Tinha 23 ou 24 anos, e via a cara dos meus colegas e minha em todos os lugares vendendo biscoitos, chicletes, sucos, cadernos, tênis, lápis e nada. A emissora de televisão [Televisa], dona desse projeto, não foi justa. E não é uma questão de dinheiro, volto a dizer, tem a ver com uma questão de trabalho", acrescentou o ator.
"Por exemplo, no show que fizemos no Coliseu de Los Angeles, para 63 mil pessoas, eles pagaram 18 mil pesos por isso [aproximadamente R$ 5100, na cotação atual)", expôs ainda o artista, detonando a exploração que sofreu ao lado dos colegas Anahí, Christian Chávez, Christopher Uckermann, Dulce Maria e Maite Perroni.
O ínterprete de Miguel Arango, um dos protagonistas principais da trama ainda reforçou que, apesar das duras críticas, sua relação com a Televisa é positiva.
Y soy rebelde, cuando no sigo a los demás... Poncho ainda revelou a decisão de não ter aceitado participar da turnê de retorno do grupo, que celebra 20 anos em uma série de shows em diversos países. Nesta segunda-feira (27/03), inclusive, foram anunciadas novas datas de shows no Brasil. Confira, clicando aqui!.
"Estou muito feliz com os projetos que tenho no momento, que é onde estou depositando minha energia. Sei que [a turnê Soy Rebelde Tour] será um sucesso enorme e não desejo a outra coisa além de coisas boas a todos eles", afirmou.
"Uma revista noticiou que eu tinha pedido uma quantia exorbitante para participar do reencontro e o que digo é que é melhor pagarem a meus companheiros por toda a porcaria em que nos meteram durante tantos anos. Não tem nada a ver com dinheiro, tem a ver com o que é justo", continuou o artista.
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