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Apresentadora diz que não se identifica com direita ou esquerda e explica decisão com foco no futuro das próximas gerações
Reprodução Instagram
21/10/2026 16:22
A apresentadora Angélica anunciou nesta quarta-feira (21/10) que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. Em meio às discussões políticas nas redes sociais e às cobranças do público, a mulher de Luciano Huck decidiu tornar pública sua posição e explicar os motivos que a levaram a escolher o atual presidente.
Em um vídeo publicado no Instagram, Angélica contou que hesitou antes de se manifestar por receio da hostilidade que costuma marcar os debates políticos na internet. “A gente vê tanto ódio nas redes sociais, tanta gente pronta para julgar, condenar, atacar, que a gente tem vontade de ficar quieta. E eu mesma fiquei”, disse.
A apresentadora afirmou que encontrou inspiração na mobilização dos jovens, que têm ocupado as ruas e as plataformas digitais para expressar suas opiniões. Ao falar sobre o assunto, destacou a importância de acompanhar o engajamento das novas gerações e relacionou essa movimentação à própria experiência como mãe.
“Eu como mãe, acho bonito ver essa geração se mobilizando, mostrando que existe força, esperança, vontade de transformar as coisas, e é também olhando para esse movimento que eu encontro coragem para não deixar essa angústia me paralisar e me impedir de falar sobre aquilo que eu acredito”, afirmou.
Angélica também fez questão de esclarecer que não se considera petista nem se identifica com os campos políticos da direita ou da esquerda. Segundo ela, sua decisão está relacionada à visão de sociedade que deseja para o Brasil.
“Sempre fui a favor da alternância de poder, não sou petista, não me vejo como de direita nem de esquerda, mas eu quero viver num país onde as pessoas se escutem, se respeitem e cuidem uma das outras. Onde quem governa olhe pras pessoas com carinho, sem preconceito, sem debochar da dor e da luta de ninguém, e é por tudo isso que eu decidi votar no Lula”, explica.
Na sequência, a artista ressaltou que considera as conquistas sociais já alcançadas e os desafios que ainda precisam ser enfrentados. Ela mencionou os direitos das mulheres, das crianças e da população LGBTQIAPN+, além de reforçar que o futuro dos filhos influencia sua maneira de avaliar o cenário político: "Eu penso em tudo o que a sociedade conquistou com tanta dificuldade e no tanto que falta conquistar, nas mulheres, crianças, nas pessoas LGBTQIAPN e como mãe, eu penso nos meus filhos e como as pessoas vão tratar umas às outras no futuro. [...] Sei que muita gente pensa diferente de mim, mas achei importante contar porque eu fiz essa escolha."
O posicionamento ocorreu menos de um dia após a manifestação de Marta Dora Grostein, mãe de Luciano Huck, que também publicou um vídeo para falar sobre questões políticas e sobre o filho mais novo, o cineasta Fernando Grostein.
Na gravação, a professora e arquiteta relembrou o período em que Jair Bolsonaro chegou à Presidência, em 2018, e afirmou que o episódio representou uma ruptura para o país. Ela também relatou que Fernando, que é homossexual, deixou o Brasil há sete anos após sofrer intimidações relacionadas à homofobia.
Angélica e Luciano Huck estão juntos há quase 23 anos e são pais de Joaquim, Benício e Eva. Ao explicar seu voto, a apresentadora colocou a preocupação com o futuro dos filhos e com a convivência entre as pessoas no centro de sua decisão.