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Anitta confirma apoio a Lula em 2026 e faz críticas ao bolsonarismo

Cantora reafirmou seu voto no presidente, criticou a atuação do movimento nas redes sociais e defendeu políticas sociais dos governos petistas

Anitta critica bolsonarismo nas redes e explica por que votará em Lula

Reprodução Instagram
Anitta confirma apoio a Lula em 2026 e faz críticas ao bolsonarismo
Redação Entretenimento clock 09/10/2026 13:08
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A cantora Anitta declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026 e criticou a atuação do bolsonarismo nas redes sociais. Em vídeo publicado em seus perfis, a artista afirmou que acreditava em uma vitória de Lula no primeiro turno, mas reconheceu ter subestimado a força eleitoral do movimento ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela também defendeu políticas sociais dos governos petistas e relacionou seu posicionamento político a pautas como direitos das mulheres, proteção ambiental e combate ao racismo religioso.

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Na gravação, Anitta afirmou que seu voto no atual presidente é coerente com manifestações que vem fazendo nos últimos anos, em campanhas públicas, entrevistas e debates sobre projetos em discussão no Congresso Nacional.

 

“O meu voto é 13, o meu voto é Lula. Porque não tem como ser diferente disso, diante de todas as circunstâncias que o Brasil tá vivendo agora”, declarou.

 

A cantora também admitiu que sua expectativa sobre o resultado eleitoral havia sido equivocada. Segundo ela, a convicção de que Lula venceria no primeiro turno refletia uma avaliação que não considerava suficientemente a permanência do apoio ao bolsonarismo.

 

“Eu confesso que esse ano eu fui bem ingênua, eu estava convicta de que o Lula ia ganhar no primeiro turno, por uma arrogância minha mesmo, de achar impossível em 2026 a maioria do país ainda dar credibilidade ao bolsonarismo, mas eu estava errada”, afirmou.

 

 

 

Anitta critica atuação do bolsonarismo nas redes sociais

 

Um dos principais alvos das críticas da artista foi a comunicação política de grupos ligados ao bolsonarismo. Na avaliação dela, o movimento utiliza as redes sociais e discursos religiosos para influenciar eleitores e simplificar questões políticas complexas.

 

“O bolsonarismo, ele vive de um mercado que influencia a população através das redes sociais, com base religiosa, radical, e que usa de toda essa complexidade pra confundir o cidadão”, disse.

 

Anitta também criticou a circulação de discursos ofensivos e a intensificação de conflitos entre pessoas com posições políticas diferentes. Para ela, esse cenário contribuiu para aumentar a polarização no país e afetar relações entre familiares e amigos.

 

A cantora diferenciou o bolsonarismo da direita tradicional brasileira e citou o período em que Fernando Henrique Cardoso ocupou a Presidência como exemplo de uma dinâmica política que, segundo sua avaliação, era marcada por maior aceitação dos resultados eleitorais.

 

Ao justificar essa distinção, mencionou questionamentos sobre a integridade das urnas sem apresentação de provas, ameaças de ruptura institucional e manifestações discriminatórias. Ela afirmou que esses comportamentos não devem ser confundidos com as posições da direita como um todo.

 

“Por isso que eu não chamo o bolsonarismo de direita, não chamo, chamo de bolsonarismo. Porque a direita, ela sempre existiu, e as coisas não eram assim”, declarou.

 

Cantora questiona alinhamento com os Estados Unidos

 

Outro tema abordado foi a relação de setores bolsonaristas com os Estados Unidos. Sem citar nominalmente o presidente norte-americano Donald Trump, Anitta criticou o que considera uma valorização excessiva de interesses estrangeiros em detrimento das necessidades brasileiras.

 

“O bolsonarismo apresenta bafafá midiático, idolatria ao país estrangeiro, incita a briga entre as pessoas”, afirmou.

 

Na sequência, a cantora questionou o alinhamento político com o governo norte-americano e argumentou que essa aproximação pode colocar interesses nacionais em segundo plano.

 

Ela também criticou o uso da religião como instrumento de mobilização eleitoral, especialmente quando as disputas políticas são apresentadas como um confronto entre valores cristãos e comportamentos considerados moralmente inadequados. Para Anitta, essa abordagem dificulta o debate sobre propostas e políticas públicas.

 

Anitta defende políticas sociais dos governos Lula

 

Ao explicar o apoio à reeleição do presidente, a cantora reconheceu que existem críticas e problemas relacionados ao governo, mas afirmou que eles não devem impedir uma avaliação dos resultados das políticas sociais implementadas durante as gestões petistas.

 

“O fato de você enxergar as problemáticas políticas em torno do Lula, que não podem ser ignoradas, né, isso não pode apagar os benefícios que os projetos dele trouxeram e ainda trazem há anos pra tantas pessoas necessitadas”, declarou.

 

Anitta destacou iniciativas de combate à pobreza e mencionou relatos de pessoas beneficiadas por programas sociais como parte dos elementos que considera relevantes na avaliação do governo. Segundo ela, os efeitos dessas políticas sobre a população em situação de vulnerabilidade estão entre os motivos de sua escolha eleitoral.

 

Artista diz ter perdido milhões de seguidores por posicionamentos

 

Durante o vídeo, Anitta também respondeu a cobranças sobre a frequência com que se manifesta politicamente. A cantora afirmou que seu envolvimento com causas sociais ocorre ao longo do ano e que suas declarações já tiveram consequências para o número de seguidores nas redes.

 

“Sem medo. Perdendo milhões de seguidores, não é milhares, é milhões. Porque eu nunca tive medo”, disse.

 

Entre as pautas que afirmou apoiar em 2026, a artista citou os direitos das mulheres, os direitos dos povos indígenas, a preservação ambiental e o combate à intolerância e ao racismo religioso. Também mencionou campanhas contra as apostas e em defesa da redução da jornada de trabalho, incluindo a mobilização pelo fim da escala 6x1.

 

Segundo Anitta, ela autorizou o uso de uma de suas músicas em uma campanha relacionada à pauta trabalhista. A cantora também associou suas convicções ao álbum Equilíbrio, que descreveu como uma expressão artística de suas ideias.

 

Ela acrescentou que suas escolhas profissionais, as parcerias musicais e as entrevistas também podem refletir posicionamentos, mesmo quando não publica declarações explícitas sobre política.

 

Anitta afirma que posicionamento político vai além das redes

 

Na parte final da gravação, a cantora defendeu que o engajamento deve ser avaliado também pelas ações concretas, e não apenas por publicações, curtidas ou comentários na internet.

 

“Se o futuro do país dependesse só das suas ações, do que você faz, sem valer na conta o que você fala na internet, o que você curte, o que você comenta, que país nós teríamos?”, questionou.

 

Anitta também mencionou sua origem na favela e sua trajetória como mulher trabalhadora ao explicar por que considera importante participar do debate público. Ao encerrar o vídeo, reafirmou que pretende continuar defendendo suas convicções, mesmo diante de críticas.

 

“Posicionamento não é um dia, não é na hora que se quer, não é na hora que tá virando trende na internet. Posicionamento é todos os dias”, afirmou.

 

A manifestação reúne críticas ao bolsonarismo, defesa de políticas sociais associadas aos governos Lula e referências a pautas que a cantora diz apoiar. Ao confirmar seu voto no presidente, Anitta também reforçou que considera o posicionamento político parte de sua atuação pública, para além do período eleitoral.

 

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