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Filha de Paulo José e Dina Sfat, atriz transformou antiga área de criação de gado em uma casa de campo cercada por natureza
Reprodução GNT Filha dos saudosos atores Paulo José e Dina Sfat, Bel Kutner, de 56 anos, construiu uma carreira marcada por trabalhos na televisão e no teatro brasileiro. Acostumada à rotina agitada das produções no Rio de Janeiro, a atriz encontrou no interior do estado um lugar para desacelerar e se reconectar com a natureza.
Em Paraíba do Sul, Bel mantém uma casa de campo que funciona como um verdadeiro refúgio para ela e a família. A propriedade, com estilo de fazenda, foi construída em uma área que no passado abrigava uma tradicional criação de gado. Com o passar dos anos, o terreno passou por um processo de reflorestamento e ganhou uma paisagem completamente diferente.
A família também participa da recuperação da área e mantém o hábito de plantar novas mudas, contribuindo para o crescimento da vegetação ao redor da residência.
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A localização é um dos grandes diferenciais da propriedade. A casa foi erguida no topo de um morro, posição que permite uma visão panorâmica de 360 graus das montanhas e dos vales que cercam a região.
O projeto segue o estilo de uma cabana rústica, com a construção integrada ao relevo e à paisagem. A proposta também priorizou o reaproveitamento de materiais e o trabalho artesanal.
As telhas utilizadas na cobertura, por exemplo, foram recuperadas de construções antigas e reutilizadas no imóvel. As peças mantiveram as marcas do tempo, ajudando a criar uma atmosfera mais autêntica e acolhedora.
A paixão de Bel Kutner pela madeira aparece nos diferentes ambientes da residência. Ao longo dos anos, a atriz garimpou móveis e objetos de decoração para compor os espaços, misturando peças escolhidas pelo valor afetivo e pela funcionalidade.
Para equilibrar os tons predominantemente amadeirados, a decoração ganhou pontos de cores vibrantes em utensílios e outros detalhes da casa.
Outro destaque está justamente no teto. A cobertura recebeu palha de piassava originária da Bahia, instalada de maneira totalmente artesanal. O material foi levado ainda verde até a propriedade e colocado manualmente, haste por haste, passando pelo processo de secagem já sobre a estrutura.
A escolha dos materiais reforça a proposta de criar uma casa que dialogue com o ambiente ao redor, sem perder o aspecto aconchegante.
A conexão com o lado de fora também aparece na disposição dos ambientes. O projeto permite que a paisagem seja apreciada de diferentes pontos da residência, inclusive durante momentos cotidianos.
Na cozinha, por exemplo, a integração com a área externa possibilita que Bel e a família preparem as refeições enquanto contemplam o verde e as montanhas ao redor.
A arquitetura, portanto, não foi pensada apenas para abrigar a família, mas para valorizar a experiência de estar em meio à natureza.
Apesar de se considerar uma pessoa essencialmente urbana e estar acostumada ao ritmo acelerado das grandes produções, Bel encontrou na tranquilidade do interior um espaço que se tornou importante em sua rotina.
O silêncio no alto do morro, a paisagem natural e o contato com o verde criam um contraste direto com a movimentação do Rio de Janeiro.
Assim, a casa de campo em Paraíba do Sul se tornou mais do que uma segunda residência. É um lugar para a atriz e a família desacelerarem, cultivarem novas árvores e aproveitarem momentos de tranquilidade longe da agitação da cidade.
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