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Conteúdo adulto é traição? Influenciadora explica por que não considera

Laís Dias, que se considera digissexual, diferencia interações pela tela de um envolvimento presencial e conta como o tema afetou um relacionamento

É traição? Influenciadora fala sobre desejo e relações vividos pela tela Divulgação CO Assessoria
Interação virtual pode ser traição? Influenciadora explica sua visão
Redação Entretenimento clock 28/09/2026 14:00
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A influenciadora paulista Laís Dias, de 28 anos, acredita que interações de teor sexual nas redes sociais ou em plataformas de conteúdo adulto não devem ser consideradas traição. Ela, que se considera digissexual, afirma que o desejo vivido apenas pela tela pertence ao campo da fantasia e aponta diferenças que, em sua opinião, separam uma amante virtual de um caso presencial.

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Segundo Laís, digissexuais são pessoas que encontram prazer por meio da tecnologia. “Eu me considero digissexual porque acredito que a tela também pode despertar desejo. Ser amante virtual de alguém, por exemplo, é muito diferente de manter contato físico”, afirma.

 

Para a criadora de conteúdo adulto, consumir material +18 não significa necessariamente estabelecer uma relação com a pessoa que aparece na tela. Laís diz que a experiência permanece dentro da plataforma, sem encontros ou exposição fora daquele ambiente.

 

“Ninguém vai ver a gente junto porque eu só fico na plataforma. A fantasia existe naquele espaço e não precisa sair dali”, explica.

 

Na vida pessoal, Laís conta que já teve um relacionamento encerrado depois que a outra pessoa descobriu trocas de mensagens picantes em seu celular. O episódio mostrou a ela como uma mesma interação virtual pode ser interpretada de maneiras diferentes dentro de um casal.

 

“Para aquela pessoa, as mensagens eram uma traição. Para mim, não tinham o mesmo peso de um envolvimento físico porque tudo permanecia na tela”, relata.

 

A ausência de cobranças e o controle dos gastos completam as diferenças apontadas por Laís. Depois de fazer um curso de educação financeira, ela passou a chamar os próprios assinantes de “investidores” e incorporou esse vocabulário às conversas na plataforma.

 

“Eu não vou cobrar porque você chegou tarde, nem reclamar do seu videogame ou do seu futebol. Você escolhe quanto quer investir porque a amante virtual cabe direitinho no seu bolso. Quando o vídeo acaba, a fantasia também acaba. Por isso, eu não vou acabar com o seu casamento”, conclui. 

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