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Nova rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense, atriz se junta a Viviane Araújo e Juliana Paes, que também já reinaram em mais de uma escola
Reprodução Paolla Oliveira está de casa nova no Carnaval do Rio. Anunciada como nova rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense, a atriz chega à escola de Ramos depois de sete carnavais à frente dos ritmistas da Grande Rio.
A mudança chamou atenção, mas a troca de escola entre celebridades não é novidade na Sapucaí. Algumas das principais rainhas de bateria do Carnaval carioca já passaram por diferentes agremiações antes de se consolidarem em seus postos.
Paolla Oliveira estreou como rainha de bateria em 2009, justamente pela Grande Rio, e permaneceu no posto no ano seguinte. Depois de um período afastada, voltou ao cargo em 2020 e ficou na agremiação até o Carnaval de 2025.
Foi durante essa segunda passagem que a atriz viveu alguns dos momentos mais marcantes de sua trajetória no Carnaval. Em 2022, Paolla esteve à frente da bateria da Grande Rio no desfile que rendeu à escola seu primeiro título do Grupo Especial, com o enredo “Fala Majeté! As sete chaves de Exu”.
Em 2024, ela também chamou atenção na Avenida durante o desfile sobre as onças, quando usou uma máscara que se movimentava ao longo de sua apresentação.
Após o Carnaval de 2025, Paolla deixou o posto. Na época, explicou que a decisão estava relacionada à rotina profissional, já que atuava em “Vale Tudo”, além de questões de saúde na família.
Agora, pouco mais de um ano depois, a atriz decidiu voltar à Sapucaí. Ao anunciar a chegada à Imperatriz, ela explicou que percebeu o quanto ainda é ligada ao Carnaval.
“Estou dividindo isso com vocês com o coração transbordando. Voltar não estava nos meus planos. Mas foi olhando o carnaval de um pouco mais longe que percebi o tamanho do meu amor por ele. Tem coisas que se misturam tanto com quem a gente é que continuam ali, mesmo quando os planos mudam. O carnaval está no meu corpo, nas minhas lembranças, no jeito que eu sinto alegria. Como é que a gente se despede completamente de uma coisa que faz parte da gente? Fui muito feliz em tudo que vivi até aqui. E é bonito perceber que, depois de tanta coisa, ainda dá essa vontade de viver mais. Sinto que esse é mais um capítulo, com tanto para conhecer e descobrir”, disse.
Antes de se tornar um dos maiores símbolos do Salgueiro, Viviane Araújo também passou por outra agremiação. A atriz, que se aproxima de duas décadas como rainha de bateria da escola, estreou no posto pela Mocidade Independente de Padre Miguel, em 2002.
Viviane permaneceu na verde e branca até 2006. No ano seguinte, desfilou como destaque da Unidos de Vila Isabel e, em 2008, chegou ao Salgueiro, onde construiu uma das relações mais duradouras entre uma celebridade e uma escola de samba.
A atriz já desfilava desde 1995 e havia passado por outras seis agremiações antes de assumir o posto de rainha.
Outra atriz que já ocupou o posto em diferentes escolas é Juliana Paes. Ela estreou como rainha de bateria da Viradouro em 2004, quando a bateria era comandada pelo mestre Ciça.
A atriz permaneceu na função até 2008, quando se afastou para se dedicar à maternidade. Dez anos depois, em 2018, voltou a comandar uma bateria, desta vez na Grande Rio.
Juliana ficou na escola de Duque de Caxias até 2019, quando deixou o Carnaval para se dedicar à novela “A Dona do Pedaço”, na qual interpretava a protagonista Maria da Paz.
O retorno ao posto aconteceu em 2025, novamente pela Viradouro. O convite partiu justamente de Ciça, antigo parceiro da atriz na época em que ela reinava à frente da bateria da escola. O mestre foi homenageado pela agremiação no desfile campeão de 2026.
Assim como Paolla Oliveira, Viviane Araújo e Juliana Paes mostram como a relação entre celebridades e escolas de samba pode ganhar novos capítulos ao longo dos anos, com mudanças de agremiação e retornos à Sapucaí.
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