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Chaiany Andrade relembrou o período em que esperava a filha e falou sobre o impacto dos comentários que ouviu durante o pré-natal
Divulgação TV Globo
A influenciadora Chaiany Andrade, de 25 anos, que integrou o time Pipoca do “BBB 26”, relembrou uma experiência difícil durante a gravidez, aos 15 anos. Segundo ela, profissionais de saúde que acompanharam a gestação fizeram comentários ofensivos sobre sua idade e sua condição de mãe adolescente.
O relato foi compartilhado em um novo quadro criado por Chaiany nas redes sociais, o “Entre Mães”, voltado à troca de informações e ao acolhimento de outras mulheres que vivem a maternidade.
“Elas [as médicas] perguntavam: ‘Você tem 15 anos? É a mais nova daqui. Não acredito! Sua mãe não quis te matar? É uma piranha, uma puta, uma prostituta’. Tive que lutar contra isso por nove meses. Sei que eu deveria ser forte e saber que isso não era verdade, mas, aos 15 anos, eu não entendia. Sentia que estava fazendo a coisa mais errada da vida”, contou.
A influenciadora também falou sobre os sentimentos que teve durante a gestação e relatou que a relação com a filha só ganhou outra dimensão depois do nascimento.
“Quando ela chorou, eu senti que a amava e que faria qualquer coisa na vida por ela. Porque, até então, eu não sentia nada. [...] Parecia que eu tinha acabado com tudo na minha vida”, explicou.
Chaiany lembrou ainda que tinha medo de ser expulsa de casa quando descobriu a gravidez. A reação do pai, no entanto, foi diferente do que imaginava. Antes disso, segundo ela, a convivência com a mãe era marcada por conflitos.
“Antes [de engravidar], a relação com a minha mãe era muito complicada. Passamos um inferno para conseguirmos ser as amigas que somos hoje”, ressaltou.
O pai, por sua vez, passou alguns dias abalado com a notícia. “Meu pai passou uma semana magoado e decepcionado, eu ‘desonrei’ a família. O Paranã [cidade no Tocantins onde cresceu] estava falando. Foi um caos”, lembrou.
Apesar do impacto inicial, ele permaneceu ao lado da filha durante a gestação. “Meu pai me surpreendeu de uma forma que eu não esperava. Ele cuidou de mim, disse que ia ficar comigo e que não ia me abandonar. Eu desabei porque, com a criação rígida que ele teve, não era para isso ter acontecido”, reforçou.
Chaiany também atribuiu à irmã, Maria Luiza, um papel importante naquele período. Ela conta que a jovem esteve presente durante as madrugadas e nos momentos mais difíceis, mesmo conciliando a rotina com a faculdade.
“Ela sempre esteve do meu lado, em todas as madrugadas e em todos os momentos. Fazia faculdade às sete da manhã e muitas vezes ia sem dormir. Hoje, já é uma mãe incrível, e eu queria poder estar mais presente na vida dela, assim como ela esteve na minha”, completou.
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