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Guilherme morreu em 1991, aos 12 anos, após um acidente na garagem de casa
Reprodução/TV Globo
Mais de 30 anos após a morte do filho, Christiane Torloni, de 69 anos, voltou a falar sobre o processo de reconstrução que enfrentou depois da tragédia. Guilherme morreu aos 12 anos, em 1991, vítima de um acidente de carro ocorrido na garagem da casa da família.
Em entrevista ao O Globo, a atriz reconheceu que seguir em frente depois da perda não foi algo que pudesse ser resolvido com o passar dos anos. Para ela, recuperar a vontade e o sentido da própria existência exigiu um processo longo e que continua até hoje.
“Recuperar o sentido de viver depois de ter perdido um filho foi um trabalho muito delicado. A reconstrução desse caminho é enorme, e não termina nunca”, afirmou.
Na época da morte de Guilherme, Christiane recebeu manifestações de solidariedade de pessoas próximas e também de desconhecidos. Cartas e mensagens de carinho fizeram parte da rede de apoio que ajudou a atriz a atravessar o período mais doloroso.
Atualmente, uma das atividades que encontrou espaço na rotina da artista é o surfe. Christiane está em cartaz no Rio de Janeiro com a peça “Dois de Nós” e contou que a relação com o mar tem proporcionado momentos de serenidade.
“O mar regenera. Estou aprendendo a ler a onda. É zen”, declarou.
Às vésperas de completar 70 anos, a atriz também comentou as transformações provocadas pelo envelhecimento e falou sobre o etarismo com leveza. Para Christiane, embora algumas características físicas mudem com a idade, outras experiências acabam se tornando melhores. “O colágeno vai embora, mas outras coisas melhoram”, brincou.