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Marido de Sasha Meneghel afirmou que mantém uma relação pessoal com Jesus e explicou como transformou críticas em debates sobre machismo e misoginia.
Reprodução Instagram João Lucas abriu o coração ao falar sobre espiritualidade e os desafios enfrentados desde que deixou o mercado da música gospel para investir na carreira pop. Em entrevista, o cantor, casado com Sasha Meneghel, afirmou que continua cultivando uma forte fé em Jesus, embora não se identifique atualmente com uma religião específica.
Segundo o artista, sua relação com a espiritualidade é construída de forma íntima e não depende de uma instituição religiosa.
Apesar de ter sido criado em um ambiente evangélico, João afirmou que não se vê representado por alguns aspectos do evangelicalismo contemporâneo no Brasil.
"Apesar de ter crescido em um ambiente religioso, tenho um pouco de dificuldade de dizer que me identifico com determinada religião. Existem alguns códigos da religião evangélica, do que é conhecido como o evangélico brasileiro contemporâneo, com os quais eu não me relaciono e não me identifico."
O cantor explicou que sua fé permanece firme, mas é vivida de maneira pessoal.
"Não diria que me considero um evangélico, mas tenho uma fé muito grande em Jesus e busco trazer isso para o meu dia a dia. A fé é algo muito íntimo. É um movimento que acontece de dentro para fora, não necessariamente dentro de uma igreja, de uma estrutura religiosa ou seguindo determinada doutrina."
Para João, a espiritualidade se reflete na maneira como se relaciona com as pessoas.
"O fruto da minha fé hoje é o amor e a relação com o próximo."
O artista também relembrou as reações que enfrentou após migrar da música gospel para o pop. Além das críticas à mudança de carreira, João passou a receber comentários sobre sua sexualidade e seu estilo de se vestir.
Segundo ele, falar abertamente sobre esses temas ajudou a reduzir parte dos ataques.
"Quando comecei a falar sobre esse assunto de forma bem aberta, comecei a entender de onde vinham esses ataques, e eles diminuíram muito. Os ataques direcionados a mim eram principalmente relacionados à sexualidade, às minhas escolhas de roupa, de vida, e isso melhorou muito."
Apesar disso, o cantor acredita que as críticas fazem parte da exposição pública.
"Eles não deixaram de existir, e acho que nem vão deixar. A vida pública tem esse ônus, apesar dos muitos bônus, que são muito maiores."
João Lucas afirmou que decidiu transformar as experiências negativas em uma oportunidade para discutir temas como machismo e misoginia.
"Quando conseguimos transformar um ataque, ou aquilo que já foi uma dor, em uma narrativa, aproximar o público e levantar uma pauta, o debate se torna mais importante do que o ataque pessoal a mim."
Ele concluiu dizendo que prefere usar a visibilidade para incentivar reflexões e promover mudanças.
"A grande chave é isso: usar daquilo que pode ser originalmente ruim para fazer algo maior, transformar isso em uma conversa que vai trazer bons frutos."
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