UAI

Morre Renato Machado, ícone do telejornalismo brasileira, aos 83 anos

Jornalista marcou gerações no telejornalismo da Globo, teve uma trajetória de mais de 50 anos e foi referência como apresentador e correspondente internacional

Renato Machado TV Globo
Renato Machado marcou gerações do telejornalismo brasileiro e morreu aos 83 anos
Redação Entretenimento clock 16/07/2026 10:32
compartilhe icone facebook icone twitter icone whatsapp SIGA NO google-news

 

O jornalista Renato Machado morreu na manhã desta quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, localizada na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi informada. Considerado um dos grandes nomes da televisão brasileira, ele deixou uma trajetória marcada por décadas de dedicação ao jornalismo.

Leia Mais

 

Com mais de 40 anos de atuação na TV Globo, Renato Machado esteve à frente de importantes telejornais, como o "Bom Dia Brasil", "Jornal da Globo" e "RJTV", além de integrar a bancada do "Jornal Nacional". Também trabalhou como correspondente internacional e repórter especial, acumulando coberturas históricas e uma indicação ao Emmy Internacional.

 

Entre 1996 e 2010, comandou o "Bom Dia Brasil" como apresentador e editor-chefe, período em que ajudou a transformar o formato do programa, com mais dinamismo, interação entre os jornalistas, entradas ao vivo e maior participação de comentaristas. Sua carreira no jornalismo começou em 1969, no "Jornal do Brasil", e chegou à Globo em 1982, onde participou de coberturas como a Guerra das Malvinas.

 

Ao longo da carreira, Renato também viveu experiências como correspondente em Londres, onde acompanhou acontecimentos marcantes, incluindo o desastre nuclear de Chernobyl, atentados terroristas na Europa e grandes eventos internacionais.

 

Em depoimento ao "Memória Globo", destacou a importância do aprendizado constante na profissão: "Para ser telejornalista é necessário um acúmulo de conhecimento. É saber curiosidades sobre grua, tráfego de câmera, enquadramento, cores, texto, edição. É uma troca. Um universo de aprendizado que, a cada dia, você vê que você erra", disse.

 

Nos últimos anos de carreira, Renato Machado voltou os olhos para temas ligados à cultura e ao comportamento, especialmente no "Globo Repórter". Uma de suas reportagens mais lembradas foi "A arte como passaporte", exibida em 2016, que mostrou projetos de música e dança capazes de transformar vidas. O trabalho recebeu indicação ao Emmy Internacional na categoria atualidade.

 

Além do jornalismo, ele também era conhecido pela paixão por vinhos e pela produção de conteúdos sobre gastronomia e cultura.

compartilhe icone facebook icone twitter icone whatsapp
x