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Técnico da Noruega ficou 7 minutos 'morto' e teve funeral planejado

Ståle Solbakken sobreviveu a uma parada cardíaca em 2001, voltou à vida após reanimação e hoje comanda a Noruega na Copa do Mundo de 2026

Stale Solbakken Reprodução TV Globo
Antes de levar a Noruega às quartas de final da Copa do Mundo de 2026, Ståle Solbakken venceu a maior batalha de sua vida.
Redação Entretenimento clock 11/07/2026 18:30
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A classificação da Noruega para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026 tem um protagonista que já protagonizou uma batalha muito maior do que qualquer partida de futebol. O técnico Ståle Solbakken, responsável por comandar a seleção no retorno à fase decisiva do Mundial após 28 anos, sobreviveu a uma parada cardíaca em 2001 e chegou a ser considerado clinicamente morto por sete minutos.

 

A história ganhou ainda mais destaque depois que Solbakken comemorou a vitória sobre a Costa do Marfim, no último dia 30, correndo até as arquibancadas do MetLife Stadium para beijar a esposa, Anniken Solbakken. O gesto simbolizou muito mais do que a classificação: representou a celebração de uma segunda chance na vida.

Parada cardíaca interrompeu carreira como jogador

Na época do episódio, Solbakken tinha 33 anos e atuava como meio-campista do FC Copenhagen. Durante um aquecimento no centro de treinamento da equipe, ele sofreu uma parada cardíaca e caiu desacordado.

O ex-jogador contou, em entrevistas, que permaneceu com o coração parado por cerca de sete minutos e chegou a ser considerado clinicamente morto. Enquanto médicos tentavam salvá-lo, sua família enfrentava momentos de desespero.

Segundo Solbakken, sua mãe chegou a iniciar os preparativos para seu funeral enquanto viajava da Noruega para a Dinamarca.

“Me disseram que ainda no avião minha mãe começou a planejar meu funeral. No início, se preocuparam se eu sobreviveria. Depois, se meu cérebro sofreria danos.”

Médico conseguiu reanimá-lo

A sobrevivência do treinador foi possível graças à rápida atuação do médico do clube, Frank Odgaard, que iniciou imediatamente as manobras de reanimação cardiopulmonar.

Pouco depois, uma ambulância equipada com desfibrilador chegou ao local e conseguiu restabelecer os batimentos cardíacos do então jogador.

Ao recordar aquele momento, Solbakken revelou ter vivido uma experiência que nunca conseguiu explicar.

“Não conseguia ver nada, apenas escuridão total. Então, uma luz clara. Digamos que um túnel. Era uma luz linda. Quando me acordaram, pensei: ‘Ah, não, será que posso ficar aqui mais um pouco?’ Não tenho explicação para o que vi.”

Após o susto, ele permaneceu internado por um período e precisou passar por uma cirurgia.

Desfibrilador implantado mudou sua vida

Desde então, Solbakken passou a conviver com um desfibrilador implantado no peito para monitorar e controlar possíveis alterações cardíacas.

Em 2009, um novo episódio relacionado ao coração fez com que ele encerrasse definitivamente a carreira como jogador profissional e direcionasse sua trajetória para a função de treinador.

Trauma marcou toda a família

Além das consequências físicas, o episódio deixou marcas profundas em sua família. O treinador revelou que a esposa, Anniken, ainda tem dificuldade para falar sobre o que aconteceu.

“Para quem presenciou tudo isso, o que passou deve ter sido um trauma. Minha esposa ainda não consegue falar sobre o assunto, mesmo depois de tantos anos. Naquele momento, ela ficou sozinha com duas crianças. Ela tinha apenas 23 ou 24 anos, e eu fiquei impressionado com a forma como ela conseguiu lidar com essa situação difícil tão jovem.”

Solbakken também destacou que familiares, amigos e companheiros de equipe carregam lembranças daquele dia.

“Eles testemunharam meu colapso, minha morte e meu retorno à vida.”

Mais de duas décadas após o episódio, o treinador escreve um novo capítulo de sua trajetória ao comandar a Noruega em uma campanha histórica na Copa do Mundo, transformando uma experiência que quase terminou em tragédia em uma inspiradora história de superação.

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