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Deolane deixa de ser suspeita e vira ré por lavagem de dinheiro do PCC

Decisão da Justiça veio à tona nesta quinta-feira (18)

Decisão da Justiça veio à tona nesta quinta-feira (18) Reprodução/Instagram
Deolane deixa de ser suspeita e vira ré por lavagem de dinheiro do PCC
Redação Entretenimento clock 18/06/2026 14:15
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Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou ré a influenciadora Deolane Bezerra em uma investigação que apura supostos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão veio a público nesta quinta-feira (18).

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Detida desde 21 de maio, Deolane deixa a condição de suspeita e passa a responder formalmente ao processo. Além dela, também foram incluídos na ação Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior. As informações foram divulgadas pelo g1.

 

A determinação foi assinada pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau, no interior paulista. Na mesma decisão, o magistrado rejeitou o pedido da defesa para que a influenciadora fosse transferida de unidade prisional. Atualmente, ela permanece presa em Tupi Paulista, no estado de São Paulo.

 

Antes disso, Deolane já havia tentado obter o benefício da prisão domiciliar, mas o requerimento também foi negado. O Ministério Público sustentou que a medida não se aplica a investigações envolvendo organizações criminosas que atuam mediante violência, como é o caso do PCC.

 

Segundo as apurações, a influenciadora teria participado de movimentações financeiras atribuídas ao grupo criminoso. A investigação aponta que contas bancárias ligadas a Deolane teriam sido utilizadas para repassar recursos destinados a uma transportadora de cargas suspeita de lavar dinheiro para Marcola e familiares do líder da facção.

 

Esta é a segunda vez que a influenciadora é presa. Em setembro de 2024, ela foi alvo de uma operação que investigava a prática de jogos ilegais e supostos crimes de lavagem de dinheiro.

 

Os investigadores afirmam ainda que a notoriedade pública e a elevada capacidade financeira de Deolane teriam sido usadas para dar aparência de legalidade a transações milionárias. Entre os elementos reunidos no inquérito está o recebimento de cerca de R$ 1 milhão por meio de depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, método frequentemente associado a estratégias de ocultação de recursos.

 

 

Outro ponto destacado pela investigação envolve aproximadamente 50 depósitos destinados a duas empresas vinculadas à influenciadora, totalizando R$ 716 mil.

 

Diante dos indícios levantados, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens e valores atribuídos a Deolane, montante cuja origem, segundo os autos, não foi devidamente comprovada.

 

Os investigadores também relatam que imagens encontradas no celular de Ciro Cesar Lemos, apontado como responsável pela coordenação do esquema, indicariam depósitos realizados em contas de Deolane Bezerra e de Everton de Souza, identificado pela polícia como operador financeiro do PCC. 

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