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Cristiano Ronaldo: jogador superou doença que quase o tirou do futebol

Astro português passou por procedimento cardíaco ainda na adolescência e conseguiu retomar a trajetória que o transformou em um dos maiores astros do futebol

Foto de Cristiano Ronaldo correndo na esteira Reprodução Redes Sociais
Problema cardíaco de Cristiano Ronaldo foi identificado durante a juventude
Redação Entretenimento clock 17/06/2026 14:51
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Reconhecido pela longevidade impressionante nos gramados, Cristiano Ronaldo carrega uma história pouco conhecida por muitos fãs. Antes de se tornar um dos maiores jogadores do planeta, o português precisou enfrentar um problema cardíaco que ameaçou interromper seu sonho no futebol ainda na adolescência.

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Aos 41 anos e disputando mais uma Copa do Mundo pela seleção de Portugal, o atacante acumula recordes e segue em atividade no mais alto nível. No entanto, aos 15 anos, viveu um momento decisivo que poderia ter mudado completamente o rumo de sua carreira.

Problema cardíaco foi identificado durante a juventude

Quando ainda integrava as categorias de base do Sporting, em Portugal, Cristiano foi diagnosticado com uma taquicardia supraventricular, condição que provoca alterações no ritmo cardíaco e faz o coração acelerar além do normal.

Segundo relatos da mãe do jogador, Dolores Aveiro, os episódios aconteciam principalmente durante esforços físicos. A situação levou os médicos a recomendarem uma intervenção para corrigir o problema.

Na época, a família temeu que o jovem atleta não pudesse continuar praticando futebol profissionalmente. Apesar da preocupação, o tratamento foi realizado com sucesso e permitiu que Cristiano retornasse às atividades esportivas pouco tempo depois.

O que é a taquicardia supraventricular?

A taquicardia supraventricular é um tipo de arritmia que tem origem nas estruturas superiores do coração. A condição provoca uma aceleração anormal dos batimentos cardíacos e pode surgir em diferentes fases da vida.

De acordo com especialistas, durante uma crise os batimentos podem atingir frequências extremamente elevadas, chegando a mais de 200 pulsações por minuto em alguns casos.

Entre os sintomas mais comuns estão palpitações repentinas, sensação de coração acelerado, tontura, falta de ar e desconforto na região do peito. Em situações mais graves, a pessoa pode até perder a consciência.

Como é feito o diagnóstico

O exame mais utilizado para identificar a condição é o eletrocardiograma. Quando as alterações não aparecem durante a avaliação inicial, os médicos podem recorrer a métodos complementares de monitoramento cardíaco.

Entre eles estão o Holter, que registra a atividade elétrica do coração durante 24 ou 48 horas, e dispositivos que monitoram o ritmo cardíaco por períodos prolongados, aumentando as chances de detectar episódios esporádicos da arritmia.

Em casos específicos, também pode ser realizado um estudo eletrofisiológico, procedimento que permite mapear com precisão os circuitos elétricos responsáveis pela alteração.

Superação ajudou a construir uma carreira histórica

Após o tratamento ainda na adolescência, Cristiano Ronaldo voltou aos treinamentos sem restrições e iniciou uma trajetória que o levaria aos maiores clubes do mundo.

Passagens marcantes por Sporting, Manchester United, Real Madrid, Juventus e Al-Nassr consolidaram seu nome entre os maiores atletas da história do esporte. A recuperação completa do problema cardíaco permitiu que o português seguisse competindo em alto nível por décadas, transformando um desafio de juventude em apenas mais um capítulo de sua história de superação.
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