Maiara surge de 'cara limpa' e fãs pedem internação imediata da artista
Atriz revela detalhes da casa de mais de 500 m² no Recreio dos Bandeirantes, espaço que reúne memórias da infância, ancestralidade, arte e espiritualidade
Reprodução Instagram
Longe dos holofotes, Erika Januza encontrou na própria casa um lugar para desacelerar. Em um imóvel de mais de 500 metros quadrados no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro, a atriz construiu um refúgio que vai muito além da estética. Cercado por vegetação, obras de arte, objetos afetivos e referências à sua história de vida, o espaço traduz suas origens mineiras, sua trajetória profissional e valores que carrega desde a infância.
A conexão com a natureza é uma das marcas mais evidentes do imóvel. Nascida em Contagem, Minas Gerais, Erika conta que o desejo de viver cercada pelo verde surgiu ainda nos tempos de menina, quando acompanhava a avó nos cuidados com o jardim da família.
"Sempre quis morar em um lugar perto da natureza. Esse desejo vem da minha infância em Minas Gerais. Eu acompanhava minha avó regando o jardim da família. Ela era apaixonada por plantas e sinto que herdei isso dela", diz a atriz ao portal Marie Claire.
Essa influência se espalha por todos os ambientes da residência. O paisagismo abundante e a piscina projetada para remeter a um lago natural ajudam a criar a atmosfera tranquila que ela idealizou durante anos. Mais do que um recurso decorativo, a presença da natureza faz parte da identidade que a atriz buscou imprimir ao lar.
A arquitetura também foi pensada para transmitir acolhimento. As linhas curvas acompanham o formato do terreno de esquina e reforçam a sensação de fluidez dos ambientes. Segundo Erika, cada detalhe foi escolhido para refletir sua essência: "Trouxe muito das minhas origens para dentro de casa. Tudo aqui tem um significado."
A história da artista está presente inclusive nos móveis. Algumas peças foram desenhadas por um antigo colega da época em que trabalhava como secretária, antes de ganhar projeção nacional ao ser escolhida entre mais de dois mil candidatos para protagonizar a minissérie Suburbia, em 2012. Desde então, consolidou uma carreira de destaque na televisão, interpretando personagens marcantes e ampliando sua atuação também no cinema e no Carnaval.
Ao longo dos quatro anos de reforma, Erika aproveitou viagens pelo Brasil e pelo exterior para reunir itens que carregassem lembranças especiais. Esculturas, quadros, livros e objetos de arte passaram a compor uma coleção pessoal construída aos poucos: "Queria olhar para os objetos e lembrar das experiências que vivi."
O significado emocional desses itens ficou ainda mais evidente quando a mudança finalmente aconteceu. Muitas caixas permaneceram fechadas até a chegada definitiva ao imóvel, transformando o momento em uma verdadeira viagem pelas próprias memórias: "Foi emocionante porque reencontrei versões de mim espalhadas naqueles objetos guardados."
Entre as peças que mais despertam afeto está uma reprodução em miniatura da escultura "A Bailarina de 14 Anos", de Edgar Degas, adquirida após uma visita ao Museu do Louvre, em Paris. "Foi muito simbólico para mim, como mulher negra, ver aquela bailarina ali. Precisei trazê-la comigo", conta.
A valorização da ancestralidade também ocupa lugar de destaque na decoração. Em um ambiente conhecido como "canto preto e branco", objetos adquiridos na África do Sul dividem espaço com obras de artistas brasileiros, criando um diálogo entre diferentes referências culturais: "Era importante ter minha ancestralidade presente dentro da casa."
Outro aspecto que atravessa o projeto é a espiritualidade. Imagens religiosas, símbolos católicos, pedras energéticas, velas, incensos e espadas-de-são-jorge convivem harmoniosamente nos ambientes, refletindo a forma plural com que a atriz encara suas crenças: "Gosto de manter o espaço aberto para tudo aquilo que me faz bem."
Mais do que uma residência, a casa de Erika Januza funciona como um retrato silencioso de sua trajetória. Cada objeto, obra de arte e detalhe arquitetônico ajuda a contar a história de uma mulher que transformou lembranças, conquistas e raízes em um lugar para chamar de lar.
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