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Influenciadora afirma que decidiu expor episódio de abuso sofrido na infância após sua mãe biológica contestar publicamente seu relato nas redes sociais
Reprodução Instagram
Em um desabafo contundente que sacudiu as redes sociais, a influenciadora Lorena Maria rompeu o silêncio para detalhar uma violência sexual sofrida em sua infância. O pronunciamento, carregado de emoção, veio a público após a mãe biológica da criadora de conteúdo negar o episódio publicamente. Diante da contestação de sua própria história, Lorena explicou que se viu forçada a expor a ferida íntima para defender sua verdade.
"Eu não sou obrigada a falar. Ninguém tem que expor esse tipo de coisa da minha vida particular. É uma ferida muito profunda para mim.", começou.
Abalada, a influenciadora conectou a recente exposição do trauma aos desdobramentos de sua separação de MC Daniel, pai de seu filho, Rás. De acordo com o relato, figuras ligadas ao cantor teriam localizado sua mãe biológica com o intuito de invalidar o abuso sofrido no passado. Diante do que considera uma campanha de difamação, Lorena revelou ter enviado uma notificação extrajudicial para o empresário e pai do funkeiro, Christian Daniel Nicola, após ver um desabafo íntimo ser transformado em arma de ataque.
"Eu desabafei com uma pessoa sobre o que passei na infância e, depois que tudo acabou, essa pessoa começou a usar isso contra mim. Ligaram para minha genitora pedindo que ela fosse para a internet dar a versão dela, para me descredibilizar. Finalmente conseguiram", explicou.
O doloroso episódio recordado por Lorena remonta aos seus 12 anos de idade, período em que um homem levado por sua mãe passou a residir com a família. Conforme a denúncia, o suspeito, que apresentava comportamento problemático e histórico de uso de substâncias, aproveitou-se de um momento de vulnerabilidade para cometer o crime.
A influenciadora relembrou a total ausência de reação ou apoio familiar no momento do ocorrido: "Ele ficava olhando minha outra prima tomar banho por uma fresta na parede do banheiro. E, um certo dia, ele me molestou. Ela [minha mãe] estava dormindo. Eu também estava dormindo quando aconteceu. Na hora, eu falei, gritei, chorei, e ele não negou."
O receio das consequências e a falta de amparo institucional calaram a influenciadora durante anos. Além do trauma da agressão sexual, Lorena descreveu um cenário posterior de extrema violência doméstica e abandono por parte da mãe biológica.
"Eu era uma criança, era o corpo de uma criança. Isso é um crime, não deveria ter acontecido. Eu não denunciei porque tinha medo do que poderia acontecer com ela, porque, a partir daí, ela começou a me espancar, me ameaçava. Me batia, me negligenciou", disse.
A dificuldade enfrentada por mulheres que decidem romper o silêncio sobre crimes sexuais também foi alvo de duras críticas no desabafo. Lorena lamentou o ceticismo crônico da sociedade e confirmou que, diante dos ataques orquestrados contra sua dignidade, decidiu acionar os meios jurídicos contra a própria mãe.
"Se a gente conta no ato, somos descredibilizadas. Se contamos depois de anos, após superar o ocorrido, também somos descredibilizadas. Tentam me descredibilizar como se eu não tivesse provas. Essa situação destruiu nossa família. Ela só não ficou com esse cara porque ele foi expulso da favela. Eu nunca tinha denunciado ou processado ela, mas agora já entrei com processo", explicou.
A estratégia dos opositores, segundo a influenciadora, visa desestabilizá-la emocionalmente em meio às disputas legais que já possui, como a guarda do filho e medidas protetivas vigentes. Ela alega que a exploração dessa tragédia pessoal foi a única brecha encontrada por terceiros para tentar atingir sua imagem pública.
"Minha genitora se juntou com essa gente e faz isso. Eles sabem que é um assunto muito delicado para mim e, como não têm outra forma de me atingir, como eu tenho medida protetiva e a guarda do meu filho, essa é a única forma que eles têm de me atingir", afirmou.
Finalizando o doloroso relato, Lorena preferiu direcionar suas últimas palavras ao acolhimento de outras mulheres e crianças que compartilham de dores semelhantes. Mesmo exausta pelo desgaste de reviver o passado, ela reforçou seu desejo de seguir em frente e focar no futuro.
"Acontece muito. Muitas mulheres e crianças já passaram por isso. O mínimo que elas esperam é acolhimento, que muitas das vezes não têm. Independente de tudo que aconteceu, eu continuo tentando ser o meu melhor. Se você ainda está numa fase difícil, saiba que você vai conseguir caminhar. Eu estou cansada, é muito vergonhoso para mim falar disso. Meu foco é outro", concluiu.
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