Aos 54 anos, apresentadora muda de rumo e inicia nova formação
Thaila Ayala abriu o coração sobre o assunto no podcast 'Mil e Uma Tretas'
Reprodução/Instagram
A atriz e apresentadora Thaila Ayala viveu momentos de desespero ao desconfiar que a filha mais velha, Tereza, de apenas três anos, pudesse ter sido vítima de abuso sexual. Durante o mais recente episódio do podcast “Mil e Uma TrETAS”, do qual é apresentadora ao lado de Julia Faria, a artista compartilhou a estratégia de proteção adotada com o marido, Renato Góes, e revelou o pânico que tomou conta dela diante de um simples gesto da criança.
Em um relato que expõe a fragilidade e a atenção exigidas na criação dos filhos, Thaila contou que sempre estabeleceu um diálogo aberto dentro de casa.
“Eu peço licença para tocar nas partes íntimas dos meus filhos desde que eram recém nascidos. Não entendiam ainda o que eu estava falando literalmente, mas se tornou [algo comum]. Eles cresceram ouvindo eu pedir licença para limpar suas partes íntimas”, explicou.
Na sequência, fez uma crítica direta ao costume de muitos pais de criar apelidos para os órgãos genitais das crianças: “São órgãos: vagina e pênis. Tem que saber o nome desde sempre”.
A rotina de cuidados era clara e restrita a poucas pessoas: “Quem dá banho [nas crianças] são basicamente a mãe, o pai, a babá e minha cunhada. Não tenho família própria, então somos nós. Isso é acordado desde sempre. Já até conversei sobre isso na escola com a única responsável por trocar a fralda da minha filha.”
Foi justamente essa rigidez que fez o sinal de alerta disparar quando a menina soltou, sem aviso, um apelido íntimo que a família nunca usara. “Mas aí, outro dia, do nada, a minha filha solta um apelido que nem lembro [qual]”, recordou.
O impacto foi imediato e devastador. “Vocês não estão entendendo: eu quase desmaiei. Comecei a tremer na hora. Tremia, tremia, tremia, passava mal, porque ali você já pega um possível abuso.
A gente sabe que não é o padrão, mas normalmente o abusador dá ‘apelidinhos’ e ‘nomezinhos’ [para as partes íntimas], então ali eu já comecei a me tremer inteira, não estão entendendo o meu pânico.”
A apresentadora enfatizou que o episódio ocorreu recentemente, e que ninguém no núcleo familiar jamais havia se referido à vagina de Tereza de outra forma. A investigação interna levou à descoberta de que a responsável pelo apelido foi uma babá que cuidou da menina durante um fim de semana.
Aliviada, Thaila afirmou: “Falei: ‘Menos mal’. Mas só ali você já pode proteger sua criança, ao saber que alguma coisa da rotina mudou, só por dar o nome real”, concluiu.
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