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A influenciadora Júlia Medeiros gravou um vídeo exibindo as próprias medidas e questionando: "o que é ser considerada gorda nas redes sociais?"
Reprodução/Instagram
A influenciadora Júlia Medeiros, de 24 anos, gravou um vídeo exibindo suas próprias medidas corporais após receber comentários sobre o seu peso nas redes sociais. No conteúdo, ela questiona diretamente os padrões de magreza ao perguntar “o que é ser considerada gorda?”, trazendo à tona o impacto da exposição online na forma como as pessoas passam a enxergar o próprio corpo.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, a influenciadora afirma que passou a receber mensagens frequentes questionando se estaria acima do peso, o que motivou a gravação do conteúdo. “Eu tenho visto muitos comentários falando sobre o meu peso, questionando se eu estou gorda”, diz. No registro, ela aparece exibindo suas próprias medidas enquanto questiona diretamente os seguidores: “o que é ser considerado gordo hoje?”.
Ela explica que, apesar dos comentários, não se considera uma pessoa acima do peso, mas acredita que esse tipo de reação é reflexo direto do ambiente das redes sociais. Segundo Júlia Medeiros, existe uma pressão constante sobre a imagem feminina, principalmente em relação ao corpo e à idade. “Eu não me vejo como uma pessoa gorda, mas as redes sociais acabam criando esse tipo de narrativa. Parece que sempre existe uma tentativa de diminuir a mulher, seja pelo peso, pela idade ou pela aparência”, afirma.
Ela afirma que, mesmo sendo aberta nas redes sociais sobre os procedimentos estéticos que já realizou, como o lifting feito aos 24 anos, hoje tenta filtrar mais o tipo de informação que consome e recebe online. Segundo Júlia Medeiros, a exposição constante acaba afetando a forma como as pessoas se enxergam.
“É muito difícil lidar com a própria imagem quando você se expõe nas redes sociais. Parece que você nunca está bonita o suficiente, sempre existe um padrão praticamente inalcançável”, afirma. Para ela, esse cenário reforça uma pressão contínua sobre o corpo feminino. “As redes criam um corpo ideal que não existe na vida real, e isso acaba distorcendo a forma como a gente se vê”, conclui.
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