reprodução Instagram Sara Monteiro é presa pela PF em operação contra tráfico e lavagem
Redação Entretenimento
15/04/2026 13:41
A modelo Sara Monteiro, de 36 anos, foi presa na manhã desta quarta-feira (15) durante uma ação da Polícia Federal. A detenção aconteceu em São Paulo e integra a "Operação Luxury", que apura um esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro com atuação em estados como Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
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De acordo com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, a investigada figura entre os principais nomes do inquérito. Ela havia se mudado recentemente para a capital paulista, após viver em um condomínio de alto padrão na zona sul de Uberlândia, onde também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
Até agora, a operação já levou à prisão de 24 pessoas, além da apreensão de 20 veículos ligados ao grupo investigado.
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Segundo o portal g1, Sara integrava o núcleo financeiro da organização criminosa. Segundo a Polícia Federal, ela é companheira de um dos líderes do esquema e teria participação direta na movimentação dos recursos, sendo beneficiária de valores provenientes do tráfico e atuando na ocultação da origem do dinheiro.
Ainda conforme os investigadores, embora não estivesse à frente das atividades operacionais, a miss contribuía para a lavagem de dinheiro por meio de gastos elevados, incluindo viagens frequentes e outros sinais de padrão de vida elevado. Durante o cumprimento do mandado de prisão temporária, agentes apreenderam celulares e um notebook pertencentes a ela.
Diante das evidências reunidas, Sara Monteiro deve responder por crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Nas redes sociais, a modelo costumava compartilhar registros de viagens nacionais e internacionais, além de conteúdos sobre rotina fitness, estética e beleza. Ela também mantinha um negócio voltado para o segmento estético e já atuou no setor de moda feminina.
As investigações apontam ainda que a suspeita foi vista por agentes em uma chácara na zona rural de Uberlândia, local apontado como base de apoio logístico para o transporte de entorpecentes. Um dos registros mostra a investigada caminhando com um cachorro na propriedade.
O delegado Rafael Herrera comentou que o padrão de vida ostentado pelos integrantes chamou atenção ao longo das apurações. "De fato nos chamou a atenção no curso das investigações que alguns de seus integrantes ostentaram uma vida economicamente incompatível com sua realidade, com veículos, viagens e até a participação de uma miss que era ali esposa ou namorada de um dos integrantes", afirmou.