Morre, aos 52 anos, filho de Chico Anysio; família se despede nas redes
Entrevista da apresentadora falando sobre a morte do filho voltou a viralizar nas redes
TV Globo
Um trecho de uma entrevista de Cissa Guimarães no "Conversa com Bial", exibido pelo GNT, voltou a ganhar repercussão nas redes sociais ao emocionar o público com um relato íntimo sobre a perda de seu filho, Rafael Mascarenhas.
Durante a conversa, a apresentadora relembra o impacto da morte do jovem, que tinha 18 anos quando faleceu, em 2010, após ser atropelado no Túnel Acústico, no Rio de Janeiro.
Em seu depoimento, ela reflete sobre o amor vivido ao lado do filho e a forma como enxerga essa experiência. “Eu não perdi nada. Só ganhei 18 anos do maior amor da minha vida com os meus dois outros filhos e meus netos”, afirmou.
Em seguida, completou: “Eu mergulharia de cabeça tudo de novo só para ter o Rafa por 18 anos na minha vida. Porque, se eu não tivesse tido, não sentiria todo esse amor que eu sinto até hoje. Não teria aprendido tanto na vida. Eu sou uma mulher completamente diferente depois do Rafa”.
Cissa também destacou como a ausência do filho se transformou em aprendizado contínuo. “Ele me ensina cotidianamente a aceitação, ao respeito aos outros, a não sentir raiva. Eu nunca tive raiva”, declarou.
A artista revelou ainda que mantém um ritual semanal desde a tragédia: “Eu vou no túnel [onde ele morreu] e boto flores toda semana, há 15 anos”.
Ao comentar a homenagem feita ao jovem, ela explicou a escolha de nomear o local do acidente.
“Eduardo Paes [ex-prefeito do Rio de Janeiro] quis, uma época, que eu desse o nome do Rafa a uma pista de skate. Eu falei: ‘Não, quero no túnel, que não tem nome. Quero que seja lembrado, para não acontecer mais’.
Várias mulheres mais jovens, com filhos crianças, me param na rua: ‘Cissa, eu precisava te dar um abraço. Eu passo pelo túnel, e meu filho pergunta: ‘Quem é aquele menino que ri para a gente?’”, contou.
Por fim, a apresentadora falou sobre a forma como lida com o luto ao longo dos anos.
“O Rafa ocupa um lugar que eu cuido muito. Um coração amputado e uma dor eterna, presente, cotidiana. Tem momentos que até dá uma esquecida, mas acordo e falo com ele, agradeço a ele. Eu cuido dessa dor, ela é minha, ela vai junto comigo quando eu for fazer minha passagem. Eu reverencio, celebro meu filho, sempre”, concluiu.