Morre, aos 52 anos, filho de Chico Anysio; família se despede nas redes
Um documentário inédito sobre o crime cometido por Suzane e os irmãos Cravinhos será lançado em breve
Instagram: @ulissescampbell
O novo documentário sobre Suzane von Richthofen voltou a colocar o crime bárbaro de 2002 no centro das discussões nesta segunda-feira (6).
Trechos inéditos da entrevista, exibidos previamente a um grupo seleto, passaram a repercutir nas redes, especialmente por conta da postura adotada pela condenada, que ria constantemente durante as gravações dos depoimentos.
Segundo o jornalista Ulisses Campbell, do O Globo, um dos pontos que mais impactaram quem teve acesso ao material foi a mudança de tom ao longo da conversa. Em meio a lembranças de conflitos familiares, Suzane intercala episódios que, de acordo com ela, representaram uma virada em sua trajetória.
Ao relembrar a infância, a entrevistada descreve uma rotina rígida, marcada por cobranças e desempenho escolar elevado. “Eu vivia estudando. Era só nota alta. Tirava 9 e 10 em todas as matérias”, afirma. Na sequência, detalha o ambiente emocional dentro de casa: “Não tinha demonstração de amor, nem deles pra gente, nem da gente pra eles”.
A relação com o pai é sintetizada de forma direta: “Meu pai era zero afeto”. Já ao falar da mãe, ela aponta uma diferença pontual: “Minha mãe ainda tinha um pouco. Volta e meia ela pegava a gente no colo, mas era muito de vez em quando”.
O depoimento também resgata um episódio de violência doméstica presenciado por ela. “Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível”, relata.
Entre os trechos que mais geraram reação está o momento em que Suzane menciona o período em que conviveu com Daniel Cravinhos na casa da família, durante a ausência dos pais. Ao abordar essa fase, o discurso ganha outro ritmo, e é justamente aí que surgem os risos que chamaram atenção de quem assistiu ao material.
“Foi um mês de liberdade total. Um sonho que eu não queria que acabasse”, diz. Em seguida, acrescenta: “Era o dia inteiro de sexo, drogas e rock ’n’ roll”. Logo depois, conclui: “Aquele mês mudou tudo na nossa vida”.
Relatos de bastidores indicam que essa mudança de postura é o ponto mais impactante da entrevista.
Ainda assim, Suzane também aborda diretamente sua participação no crime. “Eu aceitei. Eu os levei pra dentro da minha casa”, declara. Em outro momento, reforça a responsabilidade: “A culpa é minha. Claro que é minha”.
O conteúdo integra um documentário ainda sem previsão de estreia, que pretende apresentar a versão da própria Suzane sobre os fatos e o contexto familiar anterior ao crime.
Desde que deixou o regime fechado, em 2023, ela cumpre pena em regime aberto e tenta reconstruir a vida longe da exposição. Nesse período, passou a investir em um ateliê online, com a venda de peças artesanais, como bolsas feitas à mão.
Atualmente, vive no interior de São Paulo com o marido e mantém uma rotina reservada, distante dos holofotes.
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