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Zé Neto reflete sobre depressão e crise pessoal: 'Achava que era frescura'

Entre álcool, cigarro eletrônico e shows intensos, Zé Neto enfrentou momentos sombrios

Zé Neto Reprodução Instagram
Zé Neto relembra momento difícil da carreira e fala sobre depressão
Redação Entretenimento clock 30/03/2026 10:59
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ALERTA DE GATILHO: O texto a seguir aborda temas sensíveis relacionados à saúde mental (como suicídio e depressão). Se você está passando por um momento difícil, saiba que não está sozinho. Você pode buscar ajuda gratuita e sigilosa no CVV (Centro de Valorização da Vida) pelo telefone 188 ou no site www.cvv.org.br.

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cantor Zé Netoparceiro de Cristiano, voltou a expor publicamente um dos momentos mais delicados de sua vida. O artista abriu o coração sobre o período em que enfrentou depressão, agravada por uma rotina exaustiva de shows e pelo consumo frequente de álcool e cigarro eletrônico.

 

Durante entrevista ao jornal EXTRA, o sertanejo admitiu que, no início, não levava a doença a sério. "Eu achava que depressão era frescura, desculpa que a pessoa dava quando não queria fazer algo, e até falta de Deus. Isso até sentir na minha pele. Porque não aparece em exames. Você sofre, quem está em volta sofre também", relatou.

 

O relato ficou ainda mais impactante ao relembrar o momento mais crítico: "É triste o que vou dizer, mas quase tirei minha própria vida". Em seguida, descreveu como vivia naquele período: "Eu estava vivendo no automático, num ciclo vicioso. Quando tudo estava escuro, uma luz no fim do túnel acendeu. Só lá no fundo do poço que olhei para cima e vi quem me ergueu. Foram vocês e Deus."

 

Segundo o cantor, o ritmo intenso de trabalho contribuiu diretamente para o agravamento do quadro. Em determinado período, a dupla chegou a cumprir cerca de 35 apresentações em apenas um mês. "Era uma loucura para o organismo acordar no Pará, dormir no Rio Grande do Sul, voltar para a Bahia, descer em Minas. O trabalho em excesso começou a acarretar problemas. Estava cansado, queria descontar em algo, passei a abusar de remédios para dormir", explicou.

 

Ele também apontou o cigarro eletrônico como um dos fatores mais prejudiciais à sua saúde. "Comecei a desenvolver vício em cigarro eletrônico... Esse aí acabou comigo, se eu tivesse que citar um culpado. Porque eu sou muito exigente para cantar bem, 100% afinado, mas o cigarro acabou com a minha voz. Não conseguia cantar como queria, descontava no álcool. Já que ia subir ao palco para "passar vergonha", queria me anestesiar. No dia seguinte, não lembrava de nada, por conta da bebida, e ficava deprimido quando via o que eu fazia. Isso foi virando um ciclo", contou.

 

Diante da situação, a parceria musical precisou ser interrompida temporariamente para que o cantor buscasse tratamento adequado. Cristiano destacou que a decisão foi tomada em conjunto, priorizando o bem-estar pessoal acima da carreira. "Nosso combinado sempre foi que a carreira não poderia atrapalhar a relação de Zé e Irineu (nome de batismo de Cristiano)", afirmou.

 

Atualmente, a dupla adotou uma agenda mais equilibrada, limitando o número de shows mensais a cerca de 15, como forma de preservar a saúde e a qualidade de vida.

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