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Samara Felippo critica negligência diante do racismo sofrido pela filha

Artista voltou a se posicionar publicamente sobre o episódio de racismo envolvendo sua filha

foto de família reprodução Instagram
Samara Felippo abre o coração sobre racismo enfrentado pela filha
Redação Entretenimento clock 28/03/2026 07:00
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atriz Samara Felippo, de 47 anos, voltou a se posicionar publicamente sobre o episódio de racismo envolvendo sua filha ao comentar a expulsão de estudantes por bullying em uma escola de elite. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela refletiu sobre a diferença de abordagem entre os casos e reforçou a necessidade de ampliar o debate sobre letramento racial.

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A manifestação surgiu após a artista se deparar com a repercussão de uma notícia que relatava a expulsão de nove alunos em um colégio de alto padrão em São Paulo. Ao analisar a situação, Samara estabeleceu um paralelo com o que sua filha enfrentou anteriormente e criticou o modo como episódios de racismo costumam ser tratados dentro do ambiente escolar.

"Fiquei me perguntando por que num caso de bullying eles expulsam nove alunos, que é correto, e num caso de racismo, que acontece todos os dias em ambiente escolar, onde seria um ambiente acolhedor, eles relativizam. Na época eu fui muito atacada porque eu pedi a expulsão das agressoras, eu briguei tanto pela expulsão, não por odiar, que elas se ressocializem em outro lugar. Minha filha nem tá mais nessa escola. Eu acho que tenho que deixar algo muito claro aqui também. Bullying e racismo são coisas completamente diferentes. Bullying qualquer criança tá sujeita a sofrer essa violência, racismo só crianças pretas sentirão essa dor. Violências contra crianças, contra adolescentes, que causam impactos eternos, dores emocionais, físicas, evasão de escola".

Ao longo do desabafo, a atriz também enfatizou a urgência de discutir o tema com mais profundidade e cobrou medidas concretas para combater esse tipo de violência. Para ela, ainda há uma tendência preocupante de minimizar a gravidade do racismo, mesmo diante de seus impactos devastadores.

"Só quis fazer esse vídeo porque me deparei com essa notícia e eu durmo pensando nessa relativização mesmo, de como o racismo, que é algo que tira a vida de crianças pretas, de adolescentes, todos os dias, que cessa juventudes e futuros, é tão negligenciado. Até na época eu falava disso: que sanções, que ações, são efetivamente válidas para que a gente consiga diminuir e conscientizar o ambiente escolar?".

Na sequência, Samara reforçou a importância do letramento racial e convidou o público à reflexão sobre atitudes individuais e coletivas. A atriz destacou que não basta apenas se declarar antirracista, mas é necessário agir de forma prática no dia a dia.

"Vou reforçar aqui a importância do letramento racial. A importância de saber o que são ações antifascistas, não se autointitular 'eu sou antirracista', saber quais são as suas ações para que você possa se tornar uma pessoa antirracista. Você segue pessoas pretas na sua rede social? Você convive, apoia mulheres empreendedoras pretas, você apoia políticas públicas com as cotas, por exemplo, você interfere numa situação racista na sua frente ou tem medo de incomodar? Você já procurou fazer letramento racial, já procurou saber o que é? Você reconhece seus privilégios como pessoa branca na sociedade? Só para refletir. Queria muito ter esperança. Meu processo continua rolando, e não vou desistir não".

O episódio envolvendo sua filha veio à tona em 2024, quando a adolescente, então com 14 anos, estudava em uma instituição de alto padrão na capital paulista. Na ocasião, colegas pegaram seu caderno sem autorização, copiaram um trabalho e, posteriormente, rasgaram as páginas para escrever ofensas racistas.

A jovem é fruto do relacionamento da atriz com o ex-jogador de basquete Leandro Barbosa, conhecido como Leandrinho. Após a denúncia, as estudantes envolvidas foram suspensas, enquanto Samara registrou boletim de ocorrência e afirmou esperar que o caso tivesse desdobramentos também em outras esferas.

Meses depois, em novembro do ano passado, a artista chegou a afirmar que o caso não teve o encaminhamento esperado. "Abafaram o caso com a maior cara lavada do planeta. Vocês acham que duas adolescentes brancas, num bairro nobre de São Paulo, vão prestar serviço comunitário?".
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