Reprodução Instagram/@vinnidiniiz Rayane Figliuzzi abandona barraca de feira e muda de profissão
Redação Entretenimento
18/03/2026 15:57
A
influenciadora e atriz Rayane Figliuzzi vive um momento de virada em sua trajetória profissional, fortalecendo de vez sua conexão com o universo fashion. Após ganhar destaque como embaixadora de uma grife internacional durante a "Milan Fashion Week", ela retornou ao Brasil decidida a investir integralmente em sua marca própria e em uma carreira guiada por valores e propósito.
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Em entrevista à "Contigo!", Rayane deixou claro que suas escolhas vão além do retorno financeiro. "Eu não quero dinheiro a qualquer custo. Quero trabalhar com aquilo que faz sentido para mim, que tenha propósito", afirmou a empresária, que atualmente cursa o terceiro período da faculdade de moda.
Apesar do brilho recente nas passarelas internacionais, o
início da sua jornada foi marcado por muito esforço e realidade bem diferente do glamour atual. Criada entre Areal e Itaipava, ela começou a trabalhar ainda adolescente para ajudar em casa.
"Meu pai foi morar na Europa quando eu tinha quatro anos e minha mãe sempre trabalhou muito. Quando eu tinha uns 15 anos, precisava de dinheiro para a merenda e ela disse que me ajudava, mas eu teria que trabalhar com ela nos fins de semana", relembrou.
Foi nesse período que ela passou a frequentar a tradicional feira da madrugada em Itaipava, onde vendia pijamas produzidos pela confecção do padrasto. A experiência,
segundo Rayane, foi fundamental para sua formação.
"Eu sempre fui muito desenrolada. A gente ficava a madrugada toda vendendo pijamas na feira. Aquilo me ensinou muito sobre trabalho e sobre lidar com pessoas", contou.
Anos depois, já morando no Rio de Janeiro, a influenciadora conciliou um emprego formal com o desejo de empreender. Trabalhando como secretária durante o dia, ela se dedicava ao comércio de roupas no período da noite e viajava com frequência para São Paulo em busca de peças para revenda - movimento que culminou na abertura de sua primeira loja física, em Botafogo.
"Eu trabalhava de segunda a sexta no escritório e às seis da tarde ia para a loja, porque minha vendedora precisava sair. Eu ficava no lugar dela. Sempre amei trabalhar com roupa", afirmou.
Com a chegada da pandemia e o fechamento do espaço físico, Rayane precisou se reinventar. Foi nesse momento que nasceu a Uzzi, sua marca de beachwear, que rapidamente ganhou projeção e abriu portas para eventos internacionais, como o Festival de Cannes e novamente a semana de moda de Milão.
"Estar nesses lugares é algo que às vezes eu nem consigo acreditar que está acontecendo comigo. Passa um filme na cabeça", disse, ao refletir sobre a rápida ascensão na carreira.
Agora, de olho no futuro, a empresária já trabalha no desenvolvimento de uma nova coleção, inspirada em tendências europeias, mas com identidade brasileira. Para ela, a moda deixou de ser apenas um sonho e passou a representar sua própria história.
"Estar nesse universo da moda hoje faz muito sentido para mim, por tudo que vivi. Eu ainda tinha dúvidas se realmente merecia tudo o que tenho hoje. Mas hoje entendo que podemos sonhar e alcançar nossos sonhos", afirmou, concluindo com entusiasmo: "É só o começo".