Convidada do podcast “Você não sabe o que eu sofri”, comandado por Tati Bernardi e exibido nesta segunda-feira (2), a atriz Mel Lisboa trouxe à tona lembranças marcantes da adolescência.
Entre os relatos, destacou o momento em que, aos 15 anos, recebeu o diagnóstico de HPV (papilomavírus humano), período que coincidiu com o que descreveu como seu primeiro "relacionamento sério" e também "abusivo".
De acordo com Mel, a descoberta ocorreu após uma série de traições do então namorado. Durante uma consulta ginecológica, veio a confirmação da infecção em estágio avançado.
"Como ele me traía e me expunha, um dia eu fui numa consulta ginecológica e descobri que estava com HPV muito avançado. Sabe quando você não entende nada?", iniciou.
"E aí, a médica me perguntou e eu respondi que tinha um namorado. E ela falou: 'Acho que você tem que conversar com ele. Você sai e transa com outras pessoas?'. E eu disse 'não'. [Ela respondeu]: Então você vai ter que conversar com ele, porque foi ele que te passou. E ele vai ter que se tratar também", relembrou Mel.
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Na época, o namorado tinha cerca de 19 anos. A atriz contou que o procurou para que ambos iniciassem o tratamento, mas encontrou resistência. Segundo ela, a reação foi defensiva. No dia seguinte à conversa, ele saiu escondido para um show, atitude que já havia ocorrido antes, o que a levou a encerrar a relação.
Inicialmente, Mel acreditava que o episódio do show havia sido o estopim para o término. Com o amadurecimento, percebeu que o diagnóstico teve peso decisivo na escolha.
"Um tempo depois, caiu a minha ficha. Obviamente não foi o show. Foi ter visto a minha vida em risco. Poderia ter sido muito pior. Felizmente foi uma IST que consegui curar muito fácil. Mas, assim, ela pode causar câncer. E, assim, eu tinha 15 anos. E muito tempo depois eu entendi".
A atriz também revelou que o ex-namorado morreu aproximadamente um ano após o fim do relacionamento. Segundo ela, o rapaz tinha comportamento agressivo e se envolvia com situações perigosas.
"Ele era um cara violento, que se metia em brigas. Até hoje não sei o que aconteceu, também não quis ir atrás disso. [...] Ele se metia em brigas de gangues no Rio. Sabe, assim, de moleques violentos em festas? E também tinha o lance de drogas que ele consumia".
A notícia da morte chegou de forma inesperada, durante a madrugada. "Não sei exatamente qual foi o rolê, sei que um dia, já tinha mais ou menos 1 ano que tínhamos terminado, estava tudo certo na minha vida. Acordei com a minha mãe colocando o telefone na minha orelha, no meio da madrugada. E, quando atendi, era uma pessoa falando: 'Mel, ele morreu. Levou três tiros'".