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Adriana Araújo: quem foi a voz marcante do samba que morreu aos 49 anos

Sambista estava internada no Hospital Odilon Behrens, na capital mineira

montagem de fotos reprodução Instagram
Samba de Minas perde Adriana Araújo aos 49 anos
Redação Entretenimento clock 03/03/2026 06:17
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A música mineira amanheceu mais silenciosa na segunda-feira (2). A sambista Adriana Araújo morreu aos 49 anos, em Belo Horizonte. A notícia foi confirmada por meio das redes sociais da cantora, em publicação feita às 15h32.

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Desde o último sábado (28), ela estava internada no Hospital Odilon Behrens, na capital mineira, após sofrer um mal-estar em casa e desmaiar. O diagnóstico apontou aneurisma cerebral, e, conforme a equipe médica, o estado de saúde era considerado "gravíssimo e irreversível".

Em nota de despedida, familiares e amigos prestaram uma homenagem emocionada: "Hoje nos despedimos da nossa amada Adriana Araújo. Adriana foi muito mais do que uma grande voz do samba. Foi abraço largo, sorriso fácil, coração generoso e uma alegria de viver que iluminava todos ao seu redor. O samba sentirá profundamente sua ausência, mas não apenas ele. Sentirão falta de todos que um dia recebeu seu carinho, sua escuta atenta e seu caloroso abraço".

Criada na comunidade Pedreira Prado Lopes, na Lagoinha - região tradicionalmente reconhecida como um dos berços do samba em BH -, Adriana construiu sua história a partir das raízes culturais da cidade. Ela era casada com Evaldo Araújo e deixa o filho Daniel dos Santos Araújo, de 13 anos.

A mensagem publicada nas redes também reforçou o desejo de que a memória da artista siga viva por meio de sua obra: "Sua presença permanecerá eternamente em nossos corações e também registrada nas plataformas onde ocorrerá sua arte, permitindo que sua voz continue ecoando e tocando vidas para sempre. Neste momento de dor, pedimos orações e boas energias para seu filho Daniel e para seu marido Evaldo, para que encontrem força e amparo".

Referência do samba mineiro contemporâneo, Adriana era apontada como uma das vozes mais marcantes da nova geração no estado. Sua trajetória ganhou impulso em 2008, quando foi convidada a interpretar "Nasci para Cantar e Sonhar", de Dona Ivone Lara, durante uma apresentação em Belo Horizonte.

Três anos depois, em 2011, passou a integrar o grupo Simplicidade Samba. As rodas realizadas aos domingos no bairro São Paulo, na Região Nordeste da capital, tornaram-se ponto de encontro de admiradores do gênero e ajudaram a fortalecer seu nome na cena local.

Ao investir na carreira solo, dividiu o palco com artistas consagrados como Diogo Nogueira e Jorge Aragão, ampliando ainda mais seu reconhecimento nacional.

O amadurecimento artístico ganhou forma em 2021, com o lançamento do álbum "Minha Verdade", projeto que evidenciou uma fase mais autoral. Já no ano passado, participou do programa "Samba Delas", produzido pela Globo, iniciativa que ressaltou o protagonismo feminino na construção e no fortalecimento do samba em Belo Horizonte.

Com uma trajetória marcada por talento, carisma e resistência cultural, Adriana Araújo deixa como herança a valorização do samba mineiro e a afirmação das mulheres dentro do gênero.
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