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Nana Gouvea relembra matrimônio aos 16 anos e diz: 'Casei com o abusador'

Atriz afirmou ter sido vítima de violência sexual e, ao descobrir gestação, acabou pressionada pela família

montagem de fotos reprodução Instagram
Revelação forte de Nana Gouvêa reacende debate sobre abuso
Redação Entretenimento clock 25/02/2026 17:21
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Aos 50 anos, Nana Gouvêa decidiu tornar pública uma ferida antiga: contou que foi forçada a se casar aos 16, depois de engravidar. Em relato publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (25), a atriz afirmou ter sido vítima de violência sexual ainda na adolescência e, ao descobrir a gestação, acabou pressionada pela família a manter união com o próprio agressor.

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A manifestação aconteceu na esteira da repercussão de um julgamento no Tribunal de Justiça de Minas Gerais que absolveu um homem condenado por estuprar uma menina de 12 anos. Para Nana, episódios assim revelam uma realidade persistente. "Meninas são abusadas o tempo todo", escreveu. "A maioria das meninas não entende o que está acontecendo, como eu não entendia, e não tem força para fugir do cativeiro", acrescentou.

Ao revisitar a própria história, ela descreveu o que viveu na juventude. "Eu nunca quis me casar. Eu queria meu bebê, eu não queria me casar. Eu tinha 16 anos!", afirmou. Em seguida, resumiu o que lhe foi imposto: "A solução? Casar a garota com o abusador". Conhecida pela atuação em "Porto dos Milagres", a artista relatou ainda que sofria agressões físicas tanto "no meio da rua" quanto dentro de casa.

Em outro trecho do desabafo, foi direta: "Casei com o abusador. História da minha vida". Segundo ela, o pai insistia: "Volte para o seu marido", reforçando que, em sua família, "nunca teve mulher divorciada". Nana contou também que escutou a frase: "Mulher divorciada só serve para ser mulher da vida". A separação veio aos 19 anos, quando já era mãe de duas meninas pequenas.

O relacionamento, de acordo com seu relato, era marcado por traições, maus-tratos e abandono - inclusive durante a segunda gravidez. Quando surgiu uma oportunidade profissional no Rio de Janeiro, precisou aceitar o trabalho e deixar temporariamente as filhas, por não ter condições de levá-las. "Fui muito maltratada. Triste como décadas depois tudo está igual", lamentou.

Projetada nacionalmente nos anos 1990 como modelo, Nana integrou o elenco da primeira edição de "Casa dos Artistas", exibida pelo SBT, e participou de produções da TV Globo, como "A Turma do Didi" e "JK".

Além da televisão, ela construiu trajetória marcante no Carnaval carioca. Durante cerca de 13 anos, foi rainha de bateria de escolas como Caprichosos de Pilares, São Clemente e Império da Tijuca. 
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