Influenciadora afirma viver em trisal com jogador do Atlético-MG e esposa
Atriz, que dá vida a uma personagem lésbica em 'Três Graças', já falou abertamente sobre sua orientação sexual
TV Globo
Desde que deu vida à personagem Juma Marruá em "Pantanal", Alanis Guillen passou a figurar entre os nomes mais comentados de sua geração. Atualmente no ar como Lorena, uma mulher lésbica na trama "Três Graças", a atriz amplia a diversidade de papéis na televisão brasileira. Fora dos estúdios, porém, prefere discrição quando o tema envolve relacionamentos.
Ainda assim, Alanis já compartilhou publicamente que se entende como uma pessoa de sexualidade fluida — percepção que surgiu ainda na adolescência.
O termo é utilizado por quem não se vê preso de forma permanente a rótulos como bissexual ou lésbica, compreendendo os próprios afetos e desejos de maneira mais dinâmica. Entre as diferentes orientações sexuais, a sexualidade fluida tem conquistado mais visibilidade, embora ainda desperte questionamentos.
De acordo com o terapeuta sexual André Almeida, essa vivência resulta da combinação entre fatores biológicos e experiências acumuladas ao longo da vida.
“Assim como acontece com outros aspectos da nossa personalidade, vivenciar coisas novas, se expor a novas culturas, aprender a apreciar novas estéticas e belezas e descobrir novas identidades que lhes vistam melhor podem levar um indivíduo a mudar — em menor ou maior grau e de forma natural — sua percepção acerca da própria orientação e identidade.”
O especialista acrescenta que transformações desse tipo são naturais, já que as pessoas estão em constante processo de desenvolvimento físico e emocional.
“As pessoas descobrem, todos os dias, novas formas de expressão que melhor comportem sua subjetividade. Dessa forma, há pessoas que irão vivenciar maior fluidez e outras que vão passar por uma maior ‘estabilidade’. É importante que aprendamos a conviver com as mudanças. Tudo é válido”, pontua.