Morre, aos 52 anos, filho de Chico Anysio; família se despede nas redes
Espaço gratuito em Guarulhos une memória, tecnologia e natureza para fãs da banda
Reprodução/Redes Sociais
A exumação dos corpos dos cinco integrantes dos "Mamonas Assassinas" está marcada para esta segunda-feira (23), em Guarulhos, na Grande São Paulo. A medida faz parte de um projeto de memorial vivo que homenageará a banda, com inauguração aberta ao público e gratuita prevista para esta semana, próximo aos 30 anos do acidente que tirou a vida do grupo.
O projeto é fruto da colaboração entre as famílias dos músicos e o BioParque Cemitério de Guarulhos. Uma pequena parte das cinzas será transformada em adubo para o plantio de cinco árvores, uma dedicada a cada integrante, integrando simbolicamente memória e natureza.
Jorge Santana, primo de Dinho e CEO da marca ligada à banda, afirmou ao O GLOBO que todas as decisões do memorial foram aprovadas pelas famílias: "O espaço tem toda uma simbologia. Vai ter totens, atividades, QR Code, um 'cantinho Mamonas'. Vai continuar tudo gratuito, não terá nenhuma taxa. Os túmulos continuam existindo, assim como as árvores. A parte da campa vai permanecer; só vai existir também esse memorial, um espaço muito bem cuidado, com bancos e locais para os fãs deixarem mensagens."
O memorial será construído atrás das sepulturas dos músicos, que continuarão acessíveis aos visitantes. Apenas uma pequena parcela das cinzas será usada no projeto ambiental, respeitando a memória e os túmulos originais. O processo de plantio será acompanhado digitalmente. As famílias escolherão a espécie de árvore para cada integrante, e as cinzas serão colocadas em urnas biodegradáveis junto às sementes. Cada árvore terá identificação e um totem com QR Code, reunindo fotos, vídeos e relatos, criando um ponto de encontro para fãs e admiradores.
"Vai ser o primeiro memorial vivo. As plantas terão o nome de cada um deles e cada família respondeu pelo seu ente querido. Não houve antecipação da decisão; todos concordaram com a homenagem", explicou Jorge Santana. O local contará ainda com bancos, totens interativos e áreas para mensagens e recordações, promovendo memória coletiva e celebração da trajetória da banda.
Os "Mamonas Assassinas" morreram em 2 de março de 1996, em um acidente aéreo na Serra da Cantareira. O grupo, composto por Dinho (Alecsander Alves), Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, viajava com a equipe e a tripulação, e todos perderam a vida. A tragédia mobilizou o país: cerca de 30 mil pessoas compareceram ao velório e mais de 100 mil acompanharam o cortejo. A banda, apesar de ter lançado apenas um álbum, conquistou enorme sucesso e marcou toda uma geração.
O BioParque e os familiares informaram que detalhes sobre horários e datas de visitação ao memorial serão divulgados durante a semana.
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