Morre, aos 52 anos, filho de Chico Anysio; família se despede nas redes
Atriz usou as redes sociais para opinar sobre o crime bárbaro que chocou o país
Reprodução/Instagram
A atriz Mariana Rios se manifestou nas redes sociais sobre o caso envolvendo Thales Machado, secretário de Governo de Itumbiara, acusado de atirar contra os próprios filhos após descobrir uma traição da esposa. Uma das crianças, de 8 anos, permanece internada na UTI. O filho mais velho, de 12, não resistiu.
Em um vídeo publicado nesta sexta-feira (13), Mariana iniciou o desabafo com uma reflexão contundente: "Tem coisas que precisam ser ditas com clareza mesmo quando o coração da gente está pesado".
Ela prosseguiu destacando que dor emocional não pode ser confundida com justificativa para violência.
"Existe uma linha que separa dor de destruição e quando essa linha é atravessada, não dá para chamar de amor, de desespero ou de perda de controle. Relacionamentos acabam, pessoas erram, histórias se quebram. Isso faz parte da vida adulta, por mais duro que seja atravessar. Mas filhos não fazem parte deste campo de batalha. Crianças não carregam peso das escolhas dos pais", afirmou.
A atriz enfatizou que maturidade emocional é essencial, especialmente diante de frustrações profundas. "Quando alguém transforma a própria dor em arma, não estamos falando de sentimentos, estamos falando de incapacidade de lidar com frustração, com rejeição, com limites. Isso precisa ser encarado com seriedade, não com desculpas", declarou.
Mariana também criticou a tendência de buscar justificativas externas para atos extremos. "É muito confortável tentar procurar um porquê fora de quem cometeu o ato. Apontar para traição, para fim da relação, conflito. Mas conflito existe em milhões de lares - e nem por isso a vida de inocentes é colocada em jogo", pontuou.
Ao concluir, ela reforçou que nenhuma circunstância legitima ultrapassar certos limites. "Saúde emocional não é luxo. Cuidar da mente não é vaidade, é pedir ajuda antes de tudo desmoronar. É um ato de responsabilidade, não é de fraqueza", disse.
"Que a gente pare de tentar explicar o inexplicável com narrativas convenientes. Que a gente pare de normalizar o que nunca deveria ser normal. E que a gente aprenda, de uma vez por todas, que dor não nenhuma dá direito de arrastar inocentes para o fundo do abismo", finalizou.
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