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Influenciadora morre após consumir caranguejo-do-diabo venenoso; saiba mais

Alimento foi preparado durante a gravação de um conteúdo para suas redes sociais, onde ela costumava compartilhar receitas

influenciadora em vídeo reprodução Instagram
Tragédia: influenciadora falece depois de comer caranguejo-do-diabo
Redação Entretenimento clock 12/02/2026 11:41
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O que era para ser mais um vídeo gastronômico acabou em tragédia. A influenciadora Emma Amit, de 51 anos, morreu após consumir um crustáceo popularmente chamado de "caranguejo-do-diabo", espécie apontada como venenosa. O alimento foi preparado durante a gravação de um conteúdo para suas redes sociais, onde ela costumava compartilhar receitas e experiências com frutos-do-mar.

Segundo informações divulgadas pelo The New York Post, Emma esteve em um manguezal em Puerto Princesa, cidade costeira nas Filipinas, para coletar diferentes %u057F%u0565%u057D%u0561%u056Ftypes de mariscos. Ao todo, ela reuniu quatro espécies e mostrou o passo a passo do preparo, que incluía o cozimento com leite de coco. As imagens foram publicadas normalmente, mas, no dia seguinte à ingestão, a influenciadora passou a apresentar sintomas graves associados às toxinas presentes no animal.
 

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Relatos de moradores da região indicam que Emma sofreu convulsões enquanto era levada às pressas para uma clínica local. Diante da piora rápida do quadro, ela precisou ser transferida para um hospital, já inconsciente e com os lábios escurecidos. A morte foi confirmada no dia 6, apenas dois dias após o consumo do crustáceo. Posteriormente, autoridades encontraram no lixo da residência carapaças do chamado caranguejo-do-diabo, espécie comum na região Indo-Pacífica.
 

Especialistas apontam que o animal pode conter saxitoxina e tetrodotoxina - substâncias também associadas ao veneno do baiacu, conforme informações do Smithsonian - capazes de provocar paralisia e levar à morte em poucas horas, dependendo da quantidade ingerida. As toxinas atacam o sistema nervoso e podem causar insuficiência respiratória.

Após a repercussão do caso, autoridades locais reforçaram o alerta sobre os perigos do consumo de frutos-do-mar sem identificação segura. A recomendação é clara: evitar a ingestão de espécies desconhecidas ou potencialmente tóxicas. De acordo com os órgãos responsáveis, pelo menos duas mortes já foram registradas na cidade em circunstâncias semelhantes. O episódio reacende a discussão sobre os riscos envolvidos na produção de conteúdos extremos para as redes sociais e destaca a importância de cautela ao lidar com alimentos silvestres.
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