Uma criadora de conteúdo francesa, que soma cerca de 1,7 milhão de seguidores, virou assunto nas últimas semanas ao afirmar que passou por um procedimento cirúrgico extremo para afinar drasticamente a cintura. Identificada nas redes como @adee.ah, Adee Ah declarou ter retirado parte das próprias costelas para alcançar o que definiu como uma "cintura de vespa".
A repercussão ultrapassou fronteiras depois que a influenciadora publicou vídeos no TikTok exibindo o suposto resultado da cirurgia. Em uma das gravações, ela encenou a preparação de um caldo com as costelas retiradas, alegando que seriam suas, o que provocou choque, incredulidade e uma enxurrada de críticas, além de reacender discussões sobre saúde e responsabilidade no ambiente digital.
Em um dos registros mais comentados, Adee aparece aquecendo as costelas em uma panela e bebendo o líquido liberado, enquanto reage de forma provocativa: "Tem gosto de frango!", afirmou, em tom de deboche.
Do ponto de vista médico, o jornal espanhol Marca destacou que especialistas alertam que nem todas as costelas podem ser removidas, já que muitas desempenham papel essencial na proteção de órgãos vitais, como coração, pulmões e rins.
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Segundo os profissionais, quando há algum tipo de intervenção semelhante, o que pode ocorrer é a retirada das chamadas costelas flutuantes, que não se ligam diretamente ao esterno. Ainda assim, trata-se de um procedimento altamente invasivo e considerado de risco elevado.
Cirurgiões ouvidos por veículos internacionais reforçam que a remoção dessas estruturas pode gerar complicações graves, como infecções, dificuldades respiratórias e danos permanentes. Em países como a Espanha, esse tipo de cirurgia é proibido justamente pelos perigos envolvidos e pela taxa de mortalidade associada.
A controvérsia reacendeu debates sobre padrões estéticos extremos, o impacto de influenciadores sobre públicos jovens e os limites éticos da exposição nas redes sociais. Especialistas em saúde e comportamento digital alertam que intervenções médicas desse porte não devem ser tratadas como entretenimento ou tendência, sobretudo quando divulgadas sem contexto clínico adequado ou avisos claros sobre os riscos.