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Atriz comenta ensaio de Virginia Fonseca que relembrou figurino icônico de 1998 e gerou debate nas redes sociais
Reprodução Instagram
A releitura de um figurino emblemático do Carnaval de 1998 por Virginia Fonseca voltou a acender debates sobre liberdade feminina, expressão pessoal e escolhas estéticas nas redes sociais. Para entender como a inspiração original vê toda a repercussão, a coluna Fábia Oliveira conversou com Luma de Oliveira, que desfilou com a fantasia há quase três décadas.
Para Luma, a homenagem vai muito além de uma simples referência visual. "Eu achei uma coisa bem bacana porque eu penso que é mais do que uma homenagem a uma releitura de uma roupa que eu usei há tanto tempo", afirmou. Segundo a atriz e modelo, o ensaio traz à tona um debate antigo sob um novo olhar, principalmente por ser protagonizado por uma mulher com trajetória consolidada. "De novo uma mulher bem-sucedida, conhecida, tem dois filhos, tem a família dela e resolveu falar de novo sobre liberdade", acrescentou.
Luma também resgatou as opiniões controversas que recebeu na época em que desfilou com uma coleira com o nome do então marido, Eike Batista. "Na época eu lembro que algumas feministas comentaram que eu estava sendo submissa e eu encarei e falei: não, depende do que que a gente entende como liberdade", disse, reforçando que, para ela, o conceito está ligado à autonomia de escolha. "Liberdade é você fazer o que você bem entender, assim fazem as mulheres livres", explicou. Ela destacou que esse tipo de gesto só é viável quando há confiança pessoal e profissional. "Só uma mulher que está muito segura do seu lugar no mundo, do seu papel perante a vida, pode fazer isso", afirmou, enfatizando que a decisão não significa submissão.
Autonomia e poder de escolha
Ao comentar a releitura feita por Virginia, Luma percebeu semelhanças com sua própria trajetória. "Eu também, antes de me casar, eu trabalhava, comecei a trabalhar com 17 anos", disse. Ela explicou que essa base foi essencial: "Eu já tinha minha parte financeira estabelecida, meu lado pessoal também, meu lugar no mundo já conquistado."
Para Luma, gestos como esse demonstram controle sobre a própria história. "Só as mulheres mais dominantes conseguem fazer algo desse porte", afirmou, reforçando que a escolha representa autonomia, e não submissão.
Contexto da homenagem
O ensaio de Virginia Fonseca refez a fantasia de onça-preta usada por Luma no desfile da escola de samba Tradição, em 1998, incluindo uma coleira com o nome do namorado, o jogador Vini Jr. Em entrevista ao gshow, Virginia esclareceu sua posição: "Não sou nada submissa. Não dependo de homem. Tenho minha vida, minha carreira, meus filhos", disse. A discussão ganhou ainda mais destaque depois que a jornalista da Globo, Ana Thaís Matos, criticou a escolha estética, classificando o ensaio como um "desserviço" e questionando o simbolismo da coleira no contexto atual.