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Avó de Bruninho toma atitude após Goleiro Bruno desistir de encontro

Mãe de Eliza Samúdio e defesa do ex-jogador trocaram acusações

Mãe de Eliza Samúdio e defesa do ex-jogador trocaram acusações Reprodução/Divulgação
Avó de Bruninho toma atitude após Goleiro Bruno desistir de encontro
Redação Entretenimento clock 16/01/2026 15:38
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A decisão do ex-goleiro Bruno de cancelar um encontro com o filho, Bruninho Samúdio, de 15 anos, gerou reação imediata da avó materna do adolescente, Sônia Fátima Moura. Responsável legal pelo neto desde a infância, ela afirmou que qualquer tentativa futura de aproximação deverá ocorrer exclusivamente por vias judiciais.

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A reunião, que marcaria o primeiro contato presencial entre pai e filho, estava prevista para acontecer após anos sem convivência direta. A iniciativa partiu de Bruno, que buscou viabilizar o encontro por meio de mensagens e de seus advogados.

 

Após articulação conduzida por Sônia e pela madrinha de Bruninho — que também atua como advogada no caso —, a família concordou com a possibilidade do encontro. No entanto, o ex-atleta voltou atrás na quinta-feira (15).

 

A desistência foi anunciada por Bruno em uma publicação nas redes sociais e confirmada posteriormente por meio de nota assinada por sua equipe jurídica.

 

Segundo ele, a decisão ocorreu após a imposição de exigências que considerou incompatíveis com garantias legais, como a obrigação de comparecer sozinho, sem a presença de advogado ou familiares.

 

A versão apresentada pelo ex-jogador provocou indignação em Sônia. Incomodada com o recuo de última hora, ela afirmou que não permitirá novas tentativas informais. “Agora quem não vai deixar sou eu”, declarou.

 

A avó também reforçou que não reconhece Bruno como pai do neto, referindo-se a ele como “genitor”, e demonstrou frustração com a postura adotada pelo ex-goleiro diante da expectativa criada em torno do encontro.

 

 

Desde o assassinato de Eliza Samúdio, em 2010, Bruninho vive sob os cuidados da avó materna. Bruno foi condenado em 2013 a 22 anos e três meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver.

 

Ele cumpriu parte da pena e está em liberdade condicional desde 2023.

Durante todo esse período, pai e filho não mantiveram contato direto em razão de medidas protetivas determinadas pela Justiça.

 

No texto divulgado nas redes, Bruno afirmou que pretendia manter o encontro em sigilo. “Eu tinha um encontro marcado com meu filho, algo que sempre quis que acontecesse. Fiz questão de manter tudo em sigilo, sem expô-lo e sem me expor”, escreveu. Segundo ele, a exigência de comparecer sem advogado gerou insegurança jurídica.

 

O ex-goleiro também levantou suspeitas sobre a real finalidade da reunião. “Eu já estava suspeitando que isso fosse uma armação”, afirmou, alegando ter sido informado sobre a possível presença de um repórter e de câmeras no local. Para ele, a situação poderia ser usada para levá-lo a falar sobre Eliza Samúdio.

 

A defesa de Bruno reforçou essa versão em nota oficial, afirmando que o ex-atleta teria sido pressionado pela avó e pela madrinha de Bruninho a aceitar condições consideradas incompatíveis com o devido processo legal. Diante do risco jurídico, os advogados orientaram pelo cancelamento.

 

Já Bruninho, em entrevista exibida no Balanço Geral, da Record, classificou a atitude do pai como “sacanagem”. O adolescente afirmou que ficou frustrado com a desistência, disse que havia aceitado dar uma oportunidade ao pai e cobrou o pagamento de quatro anos de pensão alimentícia em atraso.

 

Atualmente com 15 anos, Bruninho atua como goleiro nas categorias de base do Botafogo e já foi convocado para períodos de treinamento com a seleção brasileira sub-16. 

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