Influenciadora afirma viver em trisal com jogador do Atlético-MG e esposa
Atriz desembolsou cerca de R$ 115 mil para realizar o procedimento cirúrgico no país que é referência no assunto
TV Globo
Gabriela Loran participou do "Mais Você" desta terça-feira (13) e usou o espaço para falar abertamente sobre sua trajetória pessoal e o processo de redesignação sexual.
Durante o café da manhã com Ana Maria Braga, a atriz — que vive Viviane na novela "Três Graças", destacou o apoio familiar, detalhou a cirurgia de vaginoplastia e refletiu sobre identidade, acolhimento e enfrentamento do preconceito.
Ao comentar a reação da família, Gabriela explicou que o processo foi de aprendizado para todos.
"Assim como era uma coisa nova pra mim, era uma coisa nova pra eles [familiares]. Então, o que eu mais tive foi paciência, porque eu também estava entendendo. Eu não digo que transicionei, que eu virei outra coisa, que eu me transformei. Eu digo que eu desabrochei", afirmou.
Além da terapia hormonal, a atriz contou que decidiu realizar a vaginoplastia após muita pesquisa e apontou a ex-BBB Ariadna como referência.
"Pesquisei muito sobre ela... ela fez a cirurgia lá na Tailândia também, e ali naquele momento eu falei 'é com esse doutor, com esse médico que eu quero fazer'. Eu queria fazer com o melhor, e assim, aonde eu fiz é referência no mundo inteiro", relatou.
Gabriela permaneceu cerca de um mês no país asiático e explicou que escolheu um pacote completo, que incluía todas as etapas do procedimento e da recuperação.
"Paguei em torno de R$ 115 mil. Esse pacote inteiro contempla tudo: passagem aérea, estadia... fiquei 27 dias na Tailândia, o pós-operatório, me recuperando, com três enfermeiras comigo o tempo inteiro, aprendendo todos os processos. A gente tem uma primeira consulta com o cirurgião, uma consulta com o psicólogo, com o psiquiatra, para validar mesmo todo esse processo e para se ter certeza de que você quer fazer", detalhou.
Durante a conversa, a atriz também reforçou que a realização da cirurgia não define a identidade de uma pessoa trans.
"Cirurgia não valida, ela não transforma uma pessoa trans como eu em mais mulher ou menos mulher. Até porque tem pessoas trans que não querem fazer e está tudo bem. Cirurgia nenhuma valida nada de ninguém", pontuou.
Engajada na luta contra a transfobia, Gabriela relatou ainda episódios de discriminação vividos durante esse período de sua vida.
"O Brasil ainda é um país muito preconceituoso, é o país que mais mata pessoas trans no mundo inteiro. A gente sabe isso, então é muito doloroso. Eu mesma, quando estava vivendo esse processo, trabalhava no restaurante na época e passei por algumas situações bem difíceis, de ser posta pra fora de banheiro, de cliente recusar ser atendido por mim, só por eu ser quem eu era, isso mexe com a nossa cabeça", desabafou.