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Quem era Isabel Veloso: influencer que enfrentou o câncer e deixou um filho

Diagnosticada aos 15 anos, jovem compartilhou a rotina do tratamento nas redes sociais e morreu aos 19 anos

Da luta ao legado: quem era Isabel Veloso, morta aos 19 anos
Reprodução Instagram
Isabel Veloso morre aos 19 anos e deixa filho de 11 meses
Redação Entretenimento clock 10/01/2026 12:08
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Aos 19 anos, Isabel Veloso deixou uma história marcada por coragem, exposição pública da própria vulnerabilidade e pela tentativa de transformar a dor em diálogo. Diagnosticada com linfoma de Hodgkin ainda na adolescência, ela se tornou conhecida nas redes sociais ao compartilhar, de forma direta e sensível, a rotina de uma jovem que crescia entre hospitais, tratamentos agressivos e decisões difíceis sobre o futuro.

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Adolescência interrompida pelo diagnóstico

 

Natural de Dois Vizinhos, no sudoeste do Paraná, Isabel tinha 15 anos quando recebeu o diagnóstico de câncer. A notícia deu início a um longo percurso de tratamentos oncológicos, com sessões intensas de quimioterapia e períodos prolongados de internação. Até então fora do radar público, ela passou a relatar o cotidiano da doença na internet, dividindo medos, esperanças e frustrações com uma audiência que cresceu junto com sua trajetória.

 

Redes sociais como espaço de acolhimento

 

Ao expor sua vivência, Isabel construiu uma comunidade de seguidores que acompanhava cada avanço e cada recaída. Sua comunicação franca e emocional transformou o perfil pessoal em um espaço de troca, conscientização e apoio mútuo, especialmente para outras pessoas em tratamento contra o câncer.

 

O primeiro transplante e a volta da doença

 

Em 2023, Isabel foi submetida a um transplante de medula óssea, celebrado por ela como um marco de esperança e possibilidade de remissão. A expectativa, no entanto, durou pouco. Meses depois, o linfoma voltou de forma mais agressiva. Aos 17 anos, ela recebeu a informação de que as terapias disponíveis já não tinham caráter curativo, passando então a ser acompanhada por cuidados paliativos — um processo que também decidiu compartilhar publicamente.

 

Gravidez em meio ao tratamento paliativo

 

No ano seguinte, Isabel voltou a surpreender os seguidores ao anunciar que estava grávida. A gestação ocorreu em paralelo ao avanço do tumor, o que exigiu a retomada da quimioterapia mesmo durante a gravidez. A equipe médica explicou, à época, que a orientação inicial era evitar a gestação devido aos riscos associados à doença e às medicações, mas destacou que o quadro estava estabilizado e que o foco dos cuidados paliativos era permitir que Isabel realizasse projetos de vida com qualidade e controle dos sintomas.

 

O nascimento de Arthur

 

A gravidez avançou sob monitoramento constante até o nascimento de Arthur, seu primeiro filho com o marido, Lucas Borbas. O parto foi antecipado por indicação médica e ocorreu no fim de dezembro, após Isabel ser internada devido ao agravamento do linfoma e a sintomas pulmonares. Mesmo hospitalizada, ela manteve contato com os seguidores e relatou que se sentia bem dentro das circunstâncias.

 

 

 

Entre recaídas e novas tentativas

 

Após o nascimento do filho, Isabel viveu períodos alternados de estabilidade e piora do quadro clínico. Em alguns momentos, voltou a receber exclusivamente cuidados paliativos; em outros, surgiram novas possibilidades terapêuticas que reacenderam a esperança.

 

Um segundo transplante e o gesto do pai

 

Em outubro, Isabel passou por um novo transplante de medula óssea, desta vez com doação do próprio pai, Joelson Veloso. Mesmo com compatibilidade parcial, o procedimento foi considerado o mais seguro naquele momento. Nas redes sociais, Isabel publicou um longo texto agradecendo ao pai, descrevendo o gesto como uma segunda chance de vida e destacando o vínculo entre os dois.

 

Após a alta hospitalar, ela chegou a comemorar a boa resposta ao transplante e exibiu um certificado com a frase "A medula pegou". Pouco tempo depois, porém, voltou a ser internada.

 

As últimas complicações

 

No fim de novembro, Isabel apresentou complicações respiratórias graves e foi levada à UTI com pneumonia. Chegou a ser intubada, extubada e transferida para o quarto, mas o quadro voltou a se agravar, exigindo nova internação em terapia intensiva e reintubação.

 

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