reprodução Instagram Carnaval 2026: de Viviane Araújo a Quitéria Chagas, veja ranking das rainhas de bateria mais longevas do RJ
Redação Entretenimento
10/01/2026 08:00
Luxuosos costeiros, cabeças imponentes, plumas, paetês e pouca fantasia equilibrados sobre saltos altíssimos compõem o
visual das majestades do Carnaval carioca. Entre os cerca de 4 mil integrantes que desfilam anualmente pela
Marquês de Sapucaí em cada escola, são as rainhas de bateria que carregam o coração rítmico da agremiação e ocupam um dos postos mais cobiçados da Avenida.
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Pouca gente sabe, mas a história desse reinado começou nos anos 1970. A pioneira foi Eloína dos Leopardos, que esteve à frente da Soberana, bateria da
Beija-Flor de Nilópolis, entre 1976 e 1978, quando cerca de 300 ritmistas cruzavam a pista. Atriz, coreógrafa, produtora e transformista - termo que hoje reconhecemos como travesti -, ela abriu caminhos para que mulheres exuberantes ocupassem o trono ao longo das décadas, algumas por apenas um Carnaval, outras por trajetórias longevas.
Viviane Araujo
Não é por acaso que Viviane Araujo ganhou o título de Rainha das Rainhas. A atriz e influenciadora iniciou sua relação com o samba nos anos 1990, em agremiações de São Paulo, mas foi vestindo o vermelho e branco do Salgueiro que construiu uma história definitiva na Sapucaí.
Sua estreia como rainha de bateria aconteceu em 2008, já à frente da Furiosa, e a conexão com os ritmistas foi tão intensa que permanece até hoje. Em 2026, Viviane completará 19 anos no posto e não demonstra pressa em passar a coroa. Em diferentes ocasiões, ela já afirmou que só deixa a função quando sentir que é o momento certo, em sintonia com a escola.
Sabrina Sato
Quando o assunto é Carnaval do Rio, o nome de Sabrina Sato surge imediatamente entre os mais aguardados. Seja pelas fantasias memoráveis ou pelas declarações que sempre repercutem, a apresentadora sabe como transformar sua entrada na Avenida em um acontecimento.
A relação com a Vila Isabel começou em 2011, quando ela estreou à frente da Swingueira de Noel, bateria da escola. Desde então, construiu um vínculo forte com a comunidade do Morro dos Macacos. Diferente de um reinado contínuo, Sabrina viveu idas e vindas: em 2020, deixou o posto, ocupado por Aline Campos, e desfilou como rainha da escola. No ano seguinte, retornou aos ritmistas, cargo que ocupa há 15 anos ao todo.
Evelyn Bastos
A chegada de Evelyn Bastos à frente da bateria da Mangueira marcou um momento simbólico de retomada da identidade comunitária da verde e rosa. Conhecida hoje como Tem que Respeitar Meu Tamborim, a ala de ritmistas passou a ser liderada por ela quando a escola decidiu valorizar quem tem o chão do morro como origem.
Escolhida aos 20 anos, Evelyn não assumiu o posto por acaso. Nascida e criada na Mangueira, frequentou desde cedo a Mangueira do Amanhã e carrega o samba no sangue: é filha de Valéria Bastos, rainha da bateria entre 1987 e 1989. Há 13 anos no trono, ela se tornou um dos maiores símbolos da valorização da comunidade dentro da festa.
Bianca Monteiro
A trajetória de Bianca Monteiro se confunde com o próprio chão de Madureira e Oswaldo Cruz, berço da Portela. Passista desde os 13 anos, ela construiu uma caminhada sólida até alcançar, em 2017, o posto de rainha de bateria da Tabajara do Samba.
Filha de um diretor de harmonia da escola, Bianca mantém laços profundos com diferentes alas e é presença constante na quadra e nas ações da agremiação. Querida pela comunidade, ela celebrará em 2026 uma década no cargo, justamente no desfile que contará a história do Príncipe Custódio, figura africana do Benin ligada à formação da religiosidade afro-gaúcha.
Quitéria Chagas
Compromisso com a memória e com o samba sempre marcaram a atuação de Quitéria Chagas no Império Serrano. Em 2025, ela chegou a desenvolver uma pesquisa dedicada às mulheres que já ocuparam o posto máximo da bateria da escola de Madureira.
A ligação com a agremiação, no entanto, ultrapassa o cargo. Quitéria estreou como rainha em 2006, no enredo sobre o cronista João do Rio, e permaneceu até 2010. Retornou em 2013 em outra função, voltou aos ritmistas em 2019 e 2020, abriu os desfiles entre 2021 e 2024 como rainha da escola e reassumiu a bateria em 2025, após seu retorno ao Brasil. Em 2026, ela celebra nove anos não consecutivos como rainha e duas décadas de história com o Reizinho de Madureira.