reprodução TV Brasil Ator abre o coração e conta quando quase ficou sem trabalho na carreira
Redação Entretenimento
09/01/2026 07:36
Atualmente
contracenando com estrelas como
Jack Black e
Paul Rudd,
Selton Mello nem sempre enxergou o futuro com otimismo. Em participação no programa "Sem Censura", da TV Brasil, o ator relembrou que, após crescer diante das câmeras, viu os convites para novos trabalhos simplesmente desaparecerem. Na época, segundo ele, essa era uma realidade frequente para atores mirins, já que o
mercado audiovisual oferecia poucas possibilidades.
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Ao falar sobre o período, Selton destacou como o cenário artístico dos anos 1980 era restrito, concentrado basicamente na TV aberta e no teatro. "O cinema estava morto nesse período. Não havia streaming, TV a cabo, nada disso. Também não tinham descoberto ainda o filão infantojuvenil. Então, as portas se fecharam para mim", recordou.
A falta de oportunidades acabou afetando profundamente sua autoestima e percepção profissional. "Foi um período esquisitíssimo. Eu pensei: 'Então, eu sou péssimo, não sou ator, sou horrível'. Foi traumatizante", confessou, ao relembrar as inseguranças que marcaram aquela fase.
O rumo da história começou a mudar quando ele encontrou espaço na dublagem, área que acabou se tornando um refúgio e, ao mesmo tempo, uma grande escola. Entre os 12 e os 20 anos, Selton trabalhou intensamente nos estúdios da Herbert Richers, mantendo viva a relação com a atuação e desenvolvendo habilidades que seriam decisivas no futuro.
Sobre essa etapa, o ator reconhece a importância do aprendizado adquirido longe dos holofotes. "Enquanto eu me sentia péssimo como ator, achando que tinha acabado para mim, eu estava muito feliz na dublagem. Foi uma escola fabulosa na minha vida. A familiaridade que tenho hoje com a língua inglesa vem muito dessa época", contou o irmão de Danton Mello.
Hoje, ao integrar elencos internacionais e participar de grandes produções, Selton enxerga essa trajetória como um ciclo que se fecha de forma simbólica. Ele afirmou que, durante as gravações de filmes ao lado de astros de Hollywood, não deixa de lembrar do adolescente que passava horas em estúdios no Rio de Janeiro dublando obras semelhantes às que agora protagoniza.
"É muito bonito essa volta que o mundo deu. Mesmo no set, eu olhava e pensava: 'Caramba, com 15 anos, eu achava que nem ator mais seria e estava dublando filmes exatamente nesse estilo. E agora estou aqui'. A vida é bonita", refletiu o artista, hoje reconhecido como um dos principais nomes brasileiros em projeção internacional.