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Veteranos da TV denunciam etarismo e pedem mais espaço nas emissoras

Movimento avançou com nova produção audiovisual que reúne artistas consagrados

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Campanha com artistas consagrados questiona ausência de veteranos na televisão
Redação Entretenimento clock 04/01/2026 08:00
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A mobilização #EuQueroVeteranoNaTV voltou a ganhar força nas redes sociais no fim do ano e reacendeu uma discussão urgente sobre espaço, reconhecimento e etarismo na televisão brasileira. Agora, o movimento avança com uma nova produção audiovisual que reúne artistas consagrados e amplia o alcance do debate dentro do meio artístico.

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O vídeo mais recente divulgado pelo portal LeoDias traz um verdadeiro encontro de gerações e nomes históricos da dramaturgia nacional. Entre os participantes estão Cissa Guimarães, Carla MarinsDébora Duarte, Isabela Garcia e Jonas Bloch, além de outros profissionais que ajudaram a moldar a história da TV no país. Ao todo, 75 artistas participaram da gravação, reforçando o peso coletivo da iniciativa.

Guiada pela ideia de que talento não tem data de validade, a campanha aponta para a redução cada vez mais visível de atores veteranos em papéis relevantes nas produções atuais. A mensagem é clara: experiência, técnica e presença cênica não desaparecem com o passar dos anos e seguem sendo fundamentais para a qualidade das obras.

Entre os pilares do movimento, o combate ao etarismo ocupa lugar central. A televisão, enquanto reflexo da sociedade, precisa representar diferentes faixas etárias. Deixar profissionais mais velhos fora de cena significa ignorar tanto uma parcela expressiva do público quanto capítulos importantes da própria trajetória da dramaturgia brasileira.

Outro aspecto destacado é o valor artístico que esses nomes agregam às produções. A presença de veteranos em cena eleva o nível das histórias, serve de referência para novas gerações e cria uma ponte afetiva com o público, que reconhece e sente falta de narrativas mais densas conduzidas por intérpretes experientes.

A campanha também levanta a bandeira da memória viva. Valorizar quem ajudou a construir a televisão nacional vai além da nostalgia; trata-se de respeito ao patrimônio cultural e à trajetória de profissionais que marcaram época.

Como acontece com toda mobilização digital, a força do movimento está na adesão. A articulação nas redes busca chegar a produtores, diretores e emissoras, deixando evidente que há demanda por mais visibilidade, espaço e protagonismo para artistas veteranos.

Após a boa repercussão da primeira fase, já abordada anteriormente pela imprensa, o novo vídeo surge para ampliar ainda mais o coro. A mensagem final ecoa de forma direta e difícil de contestar: o lugar do veterano é no set, no palco e, sobretudo, nos papéis centrais das grandes histórias.
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