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Revista, que deixou de ser publicada em 2018, marcou uma era no Brasil
Reprodução/Divulgação
A Playboy carrega não apenas capas históricas, mas também episódios que provocaram intensos debates públicos.
Criada nos Estados Unidos em 1953, com Marilyn Monroe estampando a edição inaugural, a revista chegou ao país em agosto de 1975 e permaneceu nas bancas até março de 2018. Nesse período, algumas decisões editoriais atravessaram a linha da controvérsia — especialmente os ensaios que reuniram mães e filhas.
Um dos casos mais comentados foi o de Helô Pinheiro. Ícone eternizado como a Garota de Ipanema, ela apareceu sozinha na capa da revista em maio de 1987. Anos depois, em 2003, retornou às páginas da publicação acompanhada da filha, Ticiane Pinheiro. À época, Helô tinha 60 anos, enquanto Ticiane tinha 26.
A repercussão negativa começou já na capa. Posteriormente, Helô afirmou em entrevistas que tanto o primeiro ensaio quanto o realizado ao lado da filha aconteceram em um momento de dificuldades financeiras. Ticiane, por sua vez, já declarou publicamente que se arrepende de ter participado das fotos.
2%uFE0F%u20E3 Na data de hoje, mas em 1976, nascia Ticiane Pinheiro, a filha da Garota de Ipanema, Helô Pinheiro. Apresentadora a partir dos 8 anos, com períodos no TV Criança e no Balão Mágico, está na TV até hoje.
%u2014 Perfil desativado de: Augusto Campos %uD83D%uDCAC (@augustocc) June 16, 2023
No começo do século debutou, pelas mãos da mãe, na capa da Playboy. pic.twitter.com/UixAAWssVl
Outra situação que gerou forte reação envolveu a atriz Joana Medeiros e sua mãe, Maria Lúcia Dahl. As duas posaram nuas juntas em uma edição de 1985, que trazia Magda Cotrofê como destaque principal.
O episódio se tornou ainda mais sensível pelo fato de Joana ainda não ter completado 18 anos na época do ensaio. Maria Lúcia, também atriz e escritora, morreu em 2022. No mesmo ano, Joana falou sobre o episódio em entrevista ao site Heloisa Tolipan e afirmou ter sido exposta sem orientação adequada.
“Eu caí na cilada da 'Playboy'. Era uma oportunidade. Sem assessoria, fui enveredando pelo que pintou pra mim. O posar nua não foi uma grande questão, a questão é que nos expuseram sem cuidado... Eu ainda estudava, então ir para a escola após haver posado nua foi uma loucura”, relatou.
Já Monique Evans e Bárbara Evans protagonizaram outra situação polêmica, embora não tenham dividido o mesmo ensaio. Monique já havia sido capa da Playboy em três ocasiões — 1985, 1986 e 1993 — quando a filha estrelou a edição de dezembro de 2011.
Naquele momento, Bárbara tinha 20 anos e atuava como modelo desde os 15. A chamada estampada na revista, “A Lolita que você pediu para Papai Noel”, também gerou críticas. Monique apareceu na mesma edição, vestida, participando da tradicional seção “20 perguntas”.
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