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'Só porque a pessoa está em situação de vulnerabilidade, ela não pode consumir um item de qualidade?', questiona Ana Paula Oliveira
Divulgação CO Assessoria
A influenciadora e apresentadora da Band, Ana Paula Oliveira, de 50 anos, comentou as críticas recebidas após realizar uma ação de Natal voltada a famílias em situação de vulnerabilidade em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, cidade onde vive.
A iniciativa envolveu a doação de “cestas básicas” que incluíam, além de alimentos tradicionais, itens considerados de luxo, o que motivou questionamentos sobre o formato da ação.
As cestas montadas por Ana Paula reuniam panetone, biscoitos, creme de avelã, queijo brie, azeite extravirgem, espumante e champagne Veuve Clicquot, um dos itens de maior valor do conjunto.
Com base nos preços médios praticados no mercado brasileiro, o custo estimado de cada cesta foi de aproximadamente R$ 1.000, valor influenciado principalmente pela inclusão do champagne.
A presença de um item como o champagne em uma doação destinada a famílias vulneráveis gerou críticas quanto à adequação dos produtos. Ao comentar o assunto, Ana Paula questionou a ideia de que ações solidárias devam se limitar ao mínimo essencial.
“Só porque a pessoa está em situação de vulnerabilidade, ela não pode consumir um item de qualidade? Parece que existe uma regra sobre o que alguém pode ou não experimentar”, afirmou.
Segundo a apresentadora, a proposta da ação foi oferecer uma ceia de Natal mais completa, com alimentos que também representassem cuidado e celebração. “Doar não é só matar a fome. É oferecer dignidade, é permitir que a pessoa coma bem, tenha um momento diferente e se sinta respeitada”, declarou.
Ana Paula também ressaltou que a iniciativa não substitui doações tradicionais nem pretende estabelecer um modelo fixo. “Não foi uma regra, foi uma escolha consciente. Quem doa também tem o direito de decidir como e o que doar”, disse.
Por fim, ela afirmou que seguirá realizando ações sociais da forma que considera coerente com seus valores. “Eu prefiro errar por excesso de cuidado do que por indiferença. Ajudar não deveria incomodar ninguém”, concluiu.
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