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Influencer lança vibradores para mulheres maduras que nunca tiveram orgasmo

'Recebo muitas mensagens de mulheres com mais de 50 anos, muitas casadas, dizendo que nunca tiveram um orgasmo' afirmou Ivy Mena.

'Recebo muitas mensagens de mulheres com mais de 50 anos, muitas casadas, dizendo que nunca tiveram um orgasmo' afirmou Ivy Mena. Reprodução/Instagram
Influencer lança vibradores para mulheres maduras que nunca tiveram orgasmo
clock 23/12/2025 13:18
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A influenciadora Ivy Mena, de 60 anos, eleita pela edição sul-africana da Playboy como a criadora de conteúdo 60+ mais bonita do mundo, afirmou que apresentou uma coleção de vibradores destinada a mulheres maduras. Segundo ela, a iniciativa surgiu após receber relatos recorrentes de mulheres com mais de 50 anos que diziam nunca ter vivido um orgasmo.

 

 

Ivy contou que passou a perceber um padrão nos depoimentos que recebia, o que a fez olhar para o tema com mais atenção. “São mulheres que me escrevem dizendo que nunca sentiram um orgasmo. Algumas falam disso com culpa, outras com vergonha, como se fosse um erro delas. O que mais me marcou foi perceber que muitas passaram a vida inteira sem se sentir autorizadas a falar sobre prazer, nem consigo mesmas”, relatou.

 

A influenciadora explicou que a coleção íntima que apresentou faz parte de um processo de pesquisa, que ela define como um tipo de “laboratório”. Segundo Ivy, o objetivo é testar diferentes modelos para, no futuro, desenvolver um produto ideal pensado especialmente para mulheres maduras. 

 

A influenciadora afirmou que, ao ouvir esses relatos, entendeu que o tema ia além da curiosidade ou do consumo de um produto. “Era sobre abrir uma conversa que nunca aconteceu. Em muitos casos, o silêncio foi maior do que a falta de informação”, disse.

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Para Ivy, a quantidade de mensagens recebidas expõe como o prazer feminino ainda é cercado por tabu, especialmente quando envolve mulheres mais velhas.

 

“Existe uma vergonha em torno do sexo depois dos 50, como se o desejo tivesse prazo de validade”, afirmou. Segundo ela, há também um tipo de etarismo digital, que afasta mulheres maduras das conversas sobre sexualidade. “Quando a gente ignora esse assunto, reforça a ideia de que o corpo da mulher só importa enquanto é jovem. Isso precisa mudar”, conclui.

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