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Jornalista foi diagnosticado com a doença em 2019; atualmente ele vive na Bahia com a esposa
TV Globo/Reprodução
Depois de anos como um dos rostos mais conhecidos do "Fantástico", Maurício Kubrusly deixou a rotina intensa da televisão e passou a viver de forma mais reservada no sul da Bahia, ao lado da esposa, a arquiteta Beatriz Goulart.
O afastamento dos holofotes ocorreu após o jornalista receber o diagnóstico de demência frontotemporal (DFT), uma condição neurodegenerativa que compromete principalmente o comportamento e a memória. A confirmação da doença veio em 2019.
Beatriz, uma das únicas pessoas que Krubrusly reconhece, relata que o marido tem plena consciência do quadro. Segundo ela, os primeiros sinais começaram a surgir ainda em 2016, mas, por um longo período, os médicos acreditaram se tratar de Alzheimer.
Insatisfeita com as respostas, ela seguiu buscando novas avaliações até chegar ao diagnóstico correto e ao tratamento mais adequado.
Desde o início do uso de canabidiol, Kubrusly apresentou melhora significativa na qualidade de vida, especialmente no sono e no controle de impulsos agressivos, sintomas comuns em pacientes com esse tipo de demência.
A esposa também relembra que a notoriedade do jornalista, em alguns momentos, dificultou o acompanhamento médico.
“Tratavam ele como uma celebridade e não como paciente. Perguntavam da televisão e a gente ficava no escuro. Nesse ponto, foi ótimo ele ser ateu, porque não tem Deus para culpar. Ele é bem racional, sabe que isso acontece com muita gente”, afirmou ela em entrevista ao O Globo.
Sobre a Demência Frontotemporal (DFT)
Mas o que caracteriza a demência frontotemporal? Trata-se de um tipo de demência que costuma se manifestar mais cedo do que outras, provocando alterações marcantes de comportamento e personalidade logo nas fases iniciais. Diferentemente do Alzheimer, os problemas de memória geralmente aparecem mais tarde no curso da doença.
Popularmente, a DFT é conhecida como a “doença da gafe”, já que pode causar perda de inibição, impulsividade e atitudes consideradas socialmente inadequadas. No entanto, os sintomas variam bastante de pessoa para pessoa. Em alguns casos, surgem dificuldades de linguagem, como a afasia, que compromete a comunicação e pode deixar o paciente mais retraído.
Nos últimos anos, a doença passou a ser mais comentada após atingir figuras públicas do entretenimento, como o ator norte-americano Bruce Willis, além de Kubrusly.
Ainda sem cura, a DFT tem como principal objetivo de tratamento o controle da progressão dos sintomas, buscando preservar ao máximo a qualidade de vida do paciente e favorecer a convivência com familiares e pessoas próximas.
Outro ponto que diferencia a DFT do Alzheimer é a idade de início. Enquanto a demência frontotemporal pode surgir a partir dos 40 anos, o Alzheimer costuma se manifestar após os 65, embora existam casos de Alzheimer precoce.
Além disso, na DFT, as mudanças comportamentais costumam anteceder os lapsos de memória, ao contrário do que acontece na forma mais comum de Alzheimer.
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