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Giovana Cordeiro reflete sobre beleza e pressões estéticas; confira

Aos 29 anos, a atriz revelou em entrevista como essa jornada a levou a revisar padrões

atriz em foto reprodução Instagram
Giovana Cordeiro critica pressão estética: "É assustador como tudo virou intervenção"
Redação Entretenimento clock 13/12/2025 10:00
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Refletir sobre o próprio corpo, para Giovana Cordeiro, tem sido um exercício de autoconhecimento e enfrentamento. Aos 29 anos, a atriz revelou em entrevista como essa jornada a levou a revisar padrões, encarar antigas inseguranças e reafirmar sua identidade.

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"Eu tento, por teimosia e por convicção, questionar e não naturalizar essa aceitação quase automática de tantas interferências cirúrgicas na aparência", declarou a intérprete de Bárbara, de "Dona de Mim", à revista Quem.

A artista destacou o quanto o tema ainda lhe causa incômodo. "É uma pauta que realmente me entristece. Sinto que estamos errando como sociedade quando passamos a acreditar que existe uma única forma de beleza: simétrica, perfeita, uniforme. As pressões estéticas sempre fizeram parte do universo feminino, mas, depois de tantos anos discutindo a quebra de padrões, me surpreende ver, agora, como normalizamos intervenções no corpo", afirmou.
 

Na conversa, Giovana relatou que abrir espaço para falar do corpo a fez entender o quanto cobranças sociais podem ser nocivas. "Nosso corpo não deveria responder a uma 'febre' temporária, a um impulso, como se fosse uma peça trocável. Deveríamos estar mais preocupadas em conhecê-lo, fortalecê-lo e desenvolvê-lo a partir das nossas necessidades práticas, funcionais, saudáveis."

Para ela, o perigo vai além da busca por uma estética ideal. "O que mais me chama atenção é que não se trata apenas do que podemos alcançar esteticamente. A verdadeira armadilha é se acostumar ao prazer rápido e à sensação de preencher insatisfações que são, por natureza, constantes. Se a gente não olha para outros atributos nossos, se não cuida da gente por uma outra perspectiva, fica difícil sustentar qualquer sensação de paz com o próprio corpo e com quem se é", destacou.

Criadora da hashtag "Aguenta Firme", movimento que incentiva mulheres na transição capilar e promove conversas sobre autoestima, a atriz explicou a motivação da iniciativa. "O movimento nasceu da minha vontade de criar um espaço onde a gente pudesse conversar com verdade sobre corpo, autoestima e identidade, sem essa pressão por perfeição. Um lugar para lembrar que existe força no imperfeito, no processo. Falar sobre isso me faz buscar um equilíbrio que não dependa de modas, e sim de presença, consciência e mais afeto comigo mesma."

Ao refletir sobre o que sustenta sua força emocional, Giovana lembrou da base familiar. "Sou neta de um militar orgulhoso e disciplinado, filha de um atleta, cresci me sentindo desafiada pelo esporte e aprendi ali uma resistência mental que me acompanha até hoje. Também fui criada por mulheres que precisaram ter alta performance, por necessidade, por cobrança ou até por sobrevivência. Esses exemplos de perseverança sempre estiveram ao meu redor, e isso me deu uma postura mais corajosa diante do mundo."

O senso de responsabilidade também é, segundo ela, um ponto de equilíbrio. "Costumo encarar a vida com responsabilidade, antes de tudo, e isso me deixa mais alinhada com as circunstâncias. Meus desesperos têm muito mais a ver com o que eu acho que posso ou não realizar, com minhas próprias capacidades, do que com os estresses do cotidiano. Esses, a vida sempre dá um jeito de me mostrar que a graça está em provar que aprendemos a ter jogo de cintura, calma e sabedoria. Quando bate o aperto, tento lembrar que já aguentei desafios maiores, sabe? E, no fim, tudo passa", concluiu.
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