reprodução Instagram Gominho abre o jogo sobre suposta expulsão de mansão de Preta Gil
Redação Entretenimento
11/12/2025 14:17
Gominho falou abertamente sobre os últimos dias ao lado de
Preta Gil durante entrevista ao "Sem Censura", da TV Brasil. Além de recordar os momentos finais com a amiga, ele esclareceu que deixou a casa da cantora "às pressas" por razões emocionais ligadas ao luto, rebatendo especulações de que teria ocorrido algum atrito com a família.
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Ao revisitar aquele período, o apresentador lembrou que
acompanhou Preta em todas as etapas do tratamento, inclusive quando recebeu a notícia de que não poderia mais seguir com as terapias. A partir dali, contou, ela ficou mais introspectiva e visivelmente cansada. "Ela segurou minha mão e me olhou. No olhar dela já estava tudo dito", relembrou.
Gominho também afirmou que Preta chegou a considerar a possibilidade de morte assistida, demonstrando que já compreendia a gravidade do quadro. "Ela estava se entregando. Era como se dissesse, sem falar: 'Eu sei'", relatou. Ele contou que fazia o possível para animá-la, mas descreveu como especialmente dolorosa a temporada que passaram juntos no exterior. "Não conseguia dar notícias. Era muito duro ver a Preta daquele jeito."
Entre os episódios mais difíceis, destacou a infecção que agravou rapidamente o estado de saúde da cantora. "Nesses dez dias, o câncer comeu ela. E quando o médico falou: 'Não adianta mais fazer o tratamento', ela se entregou. Foi quando ela fechou o olho, só mexia a cabeça. Ela estava só esperando o aval. Nesses dez dias, eu só pedia pra Deus levar ela", disse.
De volta ao Brasil, Gominho entrou em seu próprio processo de despedida. Ele contou que, mesmo antes da morte de Preta, já sentia que a luta chegava ao fim e, por isso, quando ela partiu, não conseguiu chorar. Decidiu então deixar o apartamento da artista e também a agência que cuidava da carreira dela, buscando encerrar ciclos.
Segundo ele, essa mudança foi essencial para reorganizar a própria vida após anos de desgaste emocional. "Quando eu saí da casa dela às pressas, as pessoas tinham achado que a gente tinha brigado, que a família dela tinha me expulsado. Imagina. Mas as pessoas não entenderam que eu estava há três anos na casa dela, vivendo aquela energia que é densa, difícil", afirmou.
O apresentador detalhou ainda o impacto emocional de permanecer naquele espaço. "Pra eu ir pro meu banheiro, onde eu tomava banho, eu passava pelo closet dela. Todo dia eu chorava, agarrava as roupas. Tanto que quando ela morreu eu não chorei. No velório eu não chorei, porque não tinha lágrima. Esse luto vivo é muito estranho. Mas eu falei: 'Vou começar a fechar ciclos agora. Vou sair daqui e arrumar uma casa.' E eu fui", concluiu.