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Evelyn Bastos falou sobre a importância de as escolas de samba manterem postos de destaque ocupados por mulheres que realmente representem o samba
Reprodução/Instagram
Na última sexta-feira (28), a Cidade do Samba, no Rio de Janeiro, foi palco de um mini desfile da Estação Primeira de Mangueira, que contou com a presença marcante de Evelyn Bastos, rainha de bateria da escola.
Durante o evento, a historiadora, que já soma 12 anos à frente dos ritmistas da verde e rosa, conversou com a imprensa e abordou tanto sua trajetória na agremiação quanto a recente polêmica sobre celebridades ocupando cargos de destaque no Carnaval.
Ao refletir sobre sua jornada na escola, Evelyn ressaltou, em entrevista à colunista Fábia Oliveira, o vínculo profundo com a comunidade onde cresceu.
“Eu acho que ser uma rainha de bateria nascida e criada no seu chão tem esse acolhimento automático. Somos uma grande família. Passo por um lugar onde minha mãe já passou e tantas outras mulheres que foram minhas professoras e me inspiraram. Passar por esse lugar, para mim, é muita responsabilidade, porque entendo esse legado e sei o peso de dar continuidade a esse trabalho”, disse.
A sambista também esclareceu o teor das falas que repercutiram nas redes sociais, nas quais defende que os postos centrais das escolas sejam ocupados por quem realmente vive e representa o samba.
“A história do samba é uma história de resistência. É uma história que, apesar dos pesares, resistiu até hoje. Se hoje fazemos o maior espetáculo da Terra, é porque temos esses componentes de cada uma dessas escolas descendo de suas favelas, saindo de suas casas nos subúrbios e fazendo com que essa festa seja possível”, destacou.
Ainda durante a entrevista, Evelyn reforçou seu ponto de vista a respeito da importância de mulheres oriundas das comunidades estarem à frente da festa. “Eu acho que esses lugares de destaque, o chão da Sapucaí, devem ser dessas meninas originárias. Mas sempre digo que o samba é para todos; ele é uma tecnologia negra, e isso é indispensável”, pontuou.
Questionada sobre a relação de seus comentários com a entrada de Virginia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio em 2026, Evelyn deixou claro que sua fala não foi pessoal, ainda que o nome da influenciadora tenha catalisado o debate.
“Tem escolas de samba com muitas musas famosas, musas que são atrizes, modelos, então não foi direcionado a uma pessoa específica. Isso já acontece há algum tempo, mas parece que em 2026 tomou uma proporção que saiu do controle. E aí, realmente, é uma mulherada preta, negra, que faz samba, fazendo uma barreira para defender o que é nosso, sempre com muito respeito”, explicou.
Apesar das divergências, Evelyn afirmou que estará torcendo por todas as mulheres que desfilarão em posição de destaque. “Vou estar lá para aplaudir todas elas, independentemente de eu concordar ou não com esse lugar de destaque. Minha opinião não é absoluta; ela só é uma opinião”.
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